Em sua volta à Copa do Mundo depois de cinco décadas, a República Democrática do Congo terá Yoane Wissa, de 29 anos, como uma das principais referências na linha de frente. O atacante, que nasceu na França e cresceu em uma comuna nos arredores de Paris, decidiu defender o país de seus pais, imigrantes congoleses, ao se profissionalizar.

Na adolescência, Wissa se dividia entre o rúgbi e o futebol, começando como goleiro. Primeiro, foi convencido pela mãe a atuar como jogador de linha. Depois, por influência do pai, optou definitivamente pelo futebol. As boas atuações no futebol francês chamaram a atenção do Brentford, da Inglaterra. Em quatro temporadas, ele se tornou uma referência da equipe, a ponto de deixar o novato Igor Thiago no banco de reservas na temporada 2024/25. Foi somente após a saída de Wissa que Igor Thiago ganhou espaço para fazer o ano mágico na Premier League, que o credenciou para chegar à Copa do Mundo.

Na temporada 2025/26, o Brentford não conseguiu segurar o jogador diante da oferta de 55 milhões de libras (cerca de R$ 400 milhões na cotação da época) do Newcastle, time que tem Bruno Guimarães e Joelinton. O desempenho na nova equipe, porém, foi prejudicado por uma grave lesão no joelho que o tirou dos campos por meses. O período de recuperação também afastou Wissa de jogos decisivos das Eliminatórias Africanas. Ele retornou a tempo de disputar a repescagem mundial contra a Jamaica e teve boa atuação no jogo que garantiu seu país no Mundial.

Nesta quarta-feira, ele foi o melhor jogador do time congolês no amistoso de preparação para a Copa contra a Dinamarca, na Bélgica. Posicionado como segundo atacante, foi responsável pelas jogadas mais perigosas do setor ofensivo e atuou por 87 minutos. A partida terminou empatada em 0 a 0.

A República Democrática do Congo faz parte do grupo K, que também conta com Portugal, Colômbia e Uzbequistão. A estreia está marcada para o dia 17 de junho, em Houston, contra a seleção de Cristiano Ronaldo.

Com informações de ge — Globo Esporte.