Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de DeusEdir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus. Foto: Reprodução.

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (23) a Operação Miragem contra o Banco Digimais, que tem o bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, como controlador. A investigação apura supostos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e levou a Justiça a autorizar o bloqueio de até R$ 670 milhões em bens e valores dos investigados.

Mais de 50 policiais federais cumpriram nove mandados de busca e apreensão em São Paulo. A Justiça Federal também autorizou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, segundo informou a corporação.

Em nota, a PF afirmou: “Mais de 50 policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo. A decisão judicial também autorizou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, além do sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670 milhões”.

A investigação partiu de relatórios do Banco Central. Segundo a PF, os suspeitos teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira do Banco Digimais, apresentar imagem de solvência aos órgãos de fiscalização e viabilizar operações consideradas irregulares.

Vídeo antigo de Edir Macedo voltou a circular após a operação

Após a deflagração da operação, usuários das redes sociais resgataram um vídeo antigo em que Edir Macedo orienta bispos da Igreja Universal sobre arrecadação. Na gravação, o líder religioso usa a frase “ou dá ou desce”, que críticos associaram a uma cobrança por resultados financeiros dentro da igreja.

Esse vídeo é antiquíssimo, mas tenho certeza que muita gente aprendeu as técnicas com ele pic.twitter.com/5t0RDezhwN

— Senhora RIVOTRIL🚩❤️ (@SRivoltril) June 23, 2026

O trecho voltou a circular no mesmo dia em que a PF mirou o Banco Digimais. A gravação mostra Macedo falando a integrantes da cúpula da Universal sobre a necessidade de ampliar a arrecadação, sem relação direta informada pela PF com os fatos investigados na Operação Miragem.

A corporação afirmou que os envolvidos poderão responder, de acordo com suas responsabilidades, por gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas pela legislação. Esses crimes constam da Lei nº 7.492/1986, que trata dos delitos contra o Sistema Financeiro Nacional.

Até a publicação das informações da operação, Edir Macedo e o Banco Digimais não haviam se manifestado publicamente sobre as buscas, a quebra de sigilos e o bloqueio de bens e valores autorizado pela Justiça.

“PF bloqueia R$ 670 milhões em operação contra o banco de Edir Macedo.”

Não deixe esse vídeo morrer:

(fiéis aplaudem)

“Não, não, não. Eu não creio que o Espirito Santo queira palmas. Ele quer que vc “bata” a mão no bolso, que vc ajude a pagar nossas contas. Amém?” https://t.co/LWI67qonaa pic.twitter.com/auwOY4On5r

— Jurunense (@o_jurunense) June 23, 2026