Os parques nacionais brasileiros registraram 13.588.589 visitas em 2025, o maior número da história, segundo dados do ICMBio. O crescimento foi de 8,3% sobre o recorde anterior, mantendo a trajetória ascendente interrompida apenas pela pandemia de Covid-19 em 2020.

Pela primeira vez, a concentração da visitação nos cinco parques mais visitados caiu para o menor patamar já registrado: 73,8% do total, ante 82,2% em 2015. A queda de quase 9 pontos percentuais em dez anos reflete o aumento do número de parques que passaram a monitorar visitantes e a consolidação de destinos antes menos expressivos.

Mudanças no ranking dos dez mais visitados

Em 2025, o top 10 teve três mudanças em relação a 2024. Saíram do grupo o Parque Nacional do Itatiaia (9º em 2024, agora 13º, com redução de 20,4%) e o Parque Nacional e Histórico do Monte Pascoal (10º em 2024, agora 17º, com queda de 46%).

Os Lençóis Maranhenses cresceram 48,7% e passaram da 6ª para a 5ª posição. A Restinga de Jurubatiba teve o maior crescimento percentual entre os parques já no top 10: +67,4%, saltando para 335 mil visitas e consolidando-se em 7º. A Serra dos Órgãos cresceu 37,8%, chegando a 330 mil visitas.

Fora do top 10, o Parque Nacional dos Campos Gerais, no Paraná, dobrou sua visitação: de 77 mil para 155 mil visitas (+100%).

Jericoacoara e Tijuca: contrastes

Jericoacoara foi o único parque entre os dez mais visitados que registrou queda em 2025: −10,6%, somando 1,38 milhão de visitas. É o terceiro ano consecutivo de oscilação sem crescimento líquido.

O Parque Nacional da Tijuca mantém posição singular: com 4,9 milhões de visitas, é o mais visitado por ampla margem. O segundo colocado, Iguaçu, recebeu 2,2 milhões. Apenas o Morro do Corcovado, dentro da Tijuca, concentra cerca de 53% das visitas do parque (2,6 milhões), superando o Iguaçu inteiro.

Novos parques no monitoramento

Em 2025, cinco parques nacionais passaram a registrar visitas oficialmente: Serra do Gandarela (MG, 34.728 visitas), Chapada das Mesas (MA, 6.650), Serra do Teixeira (PB, 2.259), Cabo Orange (AP, 1.581) e Serra das Lontras (BA, 60).

Por outro lado, quatro parques que haviam registrado suas primeiras visitas em 2024 deixaram de reportar dados em 2025: Pacaás Novos (RO), Acari (AM), Campos Amazônicos (AM) e Nascentes do Lago Jari (AM). A ausência pode indicar que o sistema de monitoramento ainda não está ativo nessas unidades.

Médias por bioma e comparação internacional

A Mata Atlântica mantém a maior média de visitas por parque: 411 mil em 2025, com 23 dos 25 parques reportando dados. O Cerrado teve a maior alta relativa na média: de 91 mil para 114 mil (+25%). A Amazônia permanece com média de 6 mil visitas por parque, 68 vezes menos que a Mata Atlântica.

Em comparação com os EUA, que receberam 94,3 milhões de visitas em seus 63 National Parks em 2024, o Brasil ainda está distante. No entanto, desde 2015, a visitação nos parques brasileiros cresceu 90%, contra 12% nos EUA. No ritmo atual, o Brasil deve dobrar a visitação antes de 2035.

Com informações de ((o)) eco.