O Brasil tem um ET.
Vini Jr senta na mesa dos craques.
Estes, acima, foram os dois títulos do jornal Marca, logo após o final da vitória por 3 x 0 do Brasil sobre a Escócia. Uma vitória que deveria ser no mínimo de 4 x 0, com o árbitro mexicano César Ramos anulando um gol de Vinícius Jr. Ele fez dois válidos e Mateus Cunha marcou o terceiro. Neymar entrou aos 30 minutos do segundo tempo, voltando à seleção após uma ausência iniciada em 17 de outubro de 2023, quando rompeu ligamento em um jogo contra o Uruguai em Montevidéu.
O Brasil terminou líder do Grupo C e joga segunda-feira, em Houston, às 14 horas contra o segundo do grupo que tem Holanda, Japão e Suécia. As maiores chances são para o Japão.
Ao final do jogo, Carlo Ancelotti falou que estava contente pelo rendimento coletivo. Realmente, foi bom, mas existe uma grande estrela na seleção, um enorme destaque individual. Se a Argentina tem Messi com cinco gols, se a França tem Mbappé com quatro, o Brasil tem Vinícius Jr com quatro gols e duas assistências.
E, se os números valem, é bom lembrar que Jairzinho fez gols nas três primeiras partidas de 1970, Romário fez o mesmo em 94 e houve dose dupla em 2002, com Ronaldo e Rivaldo. O tri, o tetra, o penta. O hexa?
O jogo se anunciava difícil para o Brasil, que vinha de um empate (1 x 1) decepcionante contra Marrocos, uma vitória opaca, apesar de 3 x 0 sobre o Haiti e iria se encontrar com uma equipe com fama história de forte formação defensiva, que havia perdido para Marrocos e vencido o Haiti, ambos por 1 x 0.
A dificuldade virou pouco. Logo a seis minutos, Rayan pressionou Mckeena. Ele foi se livrar da bola, bateu na chuteira do brasileiro e foi para Vinícius. Ele se livrou do goleiro Angus Gunn, que ficou sentado no chão e só não entrou com bola e tudo porque teve humildade. Depois deste gol, a Escócia deve voltar ao seu estilo antigo e deixar para lá esse negócio de sair jogando.
Houve outro erro histórico escocês aos 13 minutos. Hendry em vez de se livrar da bola, permitiu a aproximação de Vinícius, que roubou a bola, mesmo sendo tocado e fez o segundo. O árbitro César Ramos foi ao VAR e decidiu que a falta havia sido de Vinícius e anulou o gol. Um erro grosseiro que deveria ser o suficiente para afastar o árbitro do resto da competição.
O Brasil teve um certo abalo com o gol anulado e a pausa para a hidratação – nossos comerciais, por favor – deram um certo ânimo à Escócia, que voltou às suas origens e tentou alguns cruzamentos. Mas o Brasil logo se recuperou, voltou a controlar o jogo e teve grande chance com Mateus Cunha, após passe de – sabe de quem? – de Vinícius Jr. Ferguson salvou.
O segundo gol brasileiro chegou aos 44 minutos. Matheus Cunha roubou uma bola na direita, serviu Bruno Guimarães, que cruzou pelo alto. Vinícius fez, de cabeça. Sim, de cabeça. Era o sexto gol do Brasil na Copa, o quarto dele. E mais duas assistências.
No segundo tempo, Vinícius teve chance aos seis e Angus defendeu bem. Chutou de longe, aos nove e o goleiro pegou Aos 15 minutos, Matheus Cunha fez o seu terceiro gol no Mundial, após belo passe de Bruno Guimarães.
Logo depois, aos 19, Alisson fez boa defesa, em cabeçada de Mctominay.
Estava tudo decidido. Era hora de descanso. Martinelli entrou por Paquetá e Fabinho por Casemiro. E, aos 31, foi a vez de Neymar por Matheus Cunha. Depois, aos 36, Endrick por Rayan e Alex Sandro por Douglas Santos.
Neymar cobrou dois escanteios e deu um chute a gol. Alisson fez outra boa defesa, no final.
E o Mundial ganhou outro postulante. Um time solidário, que marca forte e que tem um desequilibrante, assim como França e Argentina.
A cereja do nosso bola é Vinícius Jr.