As buscas por milhares de desaparecidos continuam nesta quinta-feira, 25, após dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingirem a Venezuela. Mais de 500 equipes de emergência foram mobilizadas para atuar nos escombros de prédios e casas. Um site compartilhado pela oposição venezuelana estima que 10 mil pessoas estejam desaparecidas. Dados oficiais apontam que 164 pessoas morreram e outras 970 ficaram feridas, mas o Serviço Geológico dos Estados Unidos calcula que o número de vítimas esteja na casa de dezenas de milhares.
https://veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ssstwitter.com_1782391464266.mp4As cenas são dramáticas. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram sobreviventes sendo retirados das ruínas, enquanto moradores voltam às suas casas para salvar animais de estimação. Voluntários atuam lado a lado dos socorristas. Uma das publicações exibe o momento em que as equipes celebram o resgate de um jovem, aparentemente lúcido e sem ferimentos graves, que estava preso debaixo de um edifício que ruiu em meio aos tremores.
https://veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ssstwitter.com_1782391737344.mp4O médico Juan Carlos Viloria Doria afirmou que já se trata de um dos desastres naturais “mais devastadores” da história do país. Doria é vice-presidente da organização Venezuelanos em Barranquilla, uma organização sem fins lucrativos “dedicada à assistência integral à população migrante, refugiada e retornada da Venezuela”. Ele disse que centenas de pessoas procuram por familiares em hospitais e em áreas devastadas.
Continua após a publicidade“Neste momento, a prioridade é salvar vidas, localizar pessoas desaparecidas e garantir que as famílias recebam informações precisas sobre seus entes queridos”, acrescentou ele à emissora europeia Sky News.
Mais cedo, a presidente interina, Delcy Rodríguez, informou que os dados iniciais não incluíam os do estado de La Guaira — o mais atingido, localizado perto de Caracas e onde fica o aeroporto da cidade, que foi fechado.
“Dezenas de prédios desabaram, e estamos realizando esforços de resgate muito intensos para salvar o maior número de vidas que Deus nos permitir salvar”, disse ela em aparição na TV estatal durante a madrugada. “Quero dizer também que esta é uma verdadeira tragédia. Daqui, enviamos nossa mensagem de solidariedade e, às famílias que perderam entes queridos, reafirmamos nossas condolências e nosso apoio nestas horas difíceis.”
Terremotos são comuns na Venezuela. O país está situado em uma zona sismicamente ativa, onde a Placa do Caribe encontra a Placa Sul-Americana. Estima-se que 30 mil pessoas tenham morrido quando um terremoto poderoso causou destruição generalizada nas cidades de Mérida e Caracas em 1812, segundo o USGS.
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