A União Europeia (UE) decidiu retirar o Brasil da lista de nações habilitadas a exportar carnes para o bloco, o que pode representar uma perda anual de quase US$ 2 bilhões (cerca de R$ 9,3 bilhões) para o país. A informação foi divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, com base em dados de 2025.
Segundo o ministério, em 2025 o Brasil exportou 368,1 mil toneladas de carnes para a UE, gerando receita de US$ 1,8 bilhão. O bloco é o segundo maior comprador de carnes do Brasil, responsável por 5,7% do valor total exportado pelo país, atrás apenas da China.
No segmento de carne bovina, a UE é o terceiro maior mercado, superada por China e Estados Unidos. Em 2025, as vendas de carne bovina para o bloco somaram US$ 1,048 bilhão, com embarque de 128 mil toneladas. Já as exportações de carne de frango alcançaram 230 mil toneladas, totalizando US$ 762 milhões.
A decisão foi anunciada em 12 de maio e oficializada em 5 de junho de 2026. De acordo com documento da Comissão Europeia, o Brasil não apresentou informações exigidas que comprovem o cumprimento dos requisitos do bloco sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. Essas substâncias são utilizadas para tratar ou prevenir infecções e acelerar o crescimento dos animais.
Com a medida, o Brasil fica proibido de exportar carne bovina, de frango, de cavalo, tripas, peixes e mel para a União Europeia a partir de 3 de setembro.
Com informações de Poder360.