Especialistas em infectologia e pneumologia defenderam a vacinação como principal ferramenta de proteção contra doenças respiratórias durante o programa Sinais Vitais, apresentado pelo Dr. Kalil e exibido no sábado (6). A infectologista e professora da Unifesp Nancy Bellei e o pneumologista Clystenes Odyr Soares Silva afirmaram que “vacina salva vidas”, destacando a necessidade de imunização no período de alta circulação dos vírus influenza A e B.
Nancy Bellei informou que o Brasil está em plena temporada de influenza, com circulação simultânea dos dois tipos virais. Segundo ela, a vacina contra a gripe é anual e deve ser tomada regularmente, sobretudo por pessoas dos grupos de risco.
Distribuição pública e opções para diferentes perfis
A especialista explicou que o Brasil oferece distribuição pública da vacina contra a gripe para grupos prioritários e que, na maioria das cidades, toda a população pode se vacinar nos serviços de saúde. “Quem não for contemplado pela distribuição nacional pode se proteger também nas clínicas de vacinação”, acrescentou.
Para idosos com 60 anos ou mais, há opções adicionais na rede privada, como vacinas de alta dosagem, que proporcionam proteção reforçada. Nancy Bellei lembrou que idosos de diferentes faixas etárias e condições de saúde têm necessidades imunológicas variadas, o que justifica o uso dessas formulações mais modernas.
Vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório protege recém-nascidos
A infectologista também abordou a vacina contra o VSR (Vírus Sincicial Respiratório), destacando a adesão das gestantes brasileiras à imunização, iniciada no final do ano anterior. A vacina é distribuída pelo SUS e também está disponível na rede privada, sendo produzida pelo mesmo fabricante e considerada “extremamente segura”. Os resultados já são perceptíveis: “estamos vendo que diminuiu os casos de bronquiolite nos recém-nascidos”, afirmou.
COVID-19 e herpes-zóster também requerem atenção
Nancy Bellei recomendou ainda a vacinação contra a COVID-19, especialmente para idosos, gestantes, imunocomprometidos e pacientes com doenças crônicas, com frequência de pelo menos uma vez por ano — e idealmente duas vezes ao ano para esses grupos.
Por fim, ela ressaltou a importância das vacinas contra herpes-zóster para a população idosa, classificando-a como “muito importante” para esse público.
Com informações de CNN Brasil.