O técnico Marcelo Bielsa chega à Copa do Mundo de 2026 sob uma pressão inédita em sua carreira. Único treinador a comandar as seleções de Chile, Argentina e Uruguai, ele enfrenta um cenário de lesões e tensões internas que enfraquecem a equipe. Bielsa já anunciou que deixará o cargo após o Mundial.

Lesões e dúvidas no elenco

Jogadores importantes como Joaquín Piquerez e Facundo Pellistri são dúvidas, enquanto a condição física de Giorgian de Arrascaeta e do goleiro Sergio Rochet levanta incertezas. Arrascaeta, que se recupera de uma lesão na panturrilha, já havia sofrido uma fratura na clavícula antes do torneio. Sem ele, o time perde sua principal referência criativa, segundo a análise tática.

Além das lesões, há relatos de brigas no elenco. Os jogadores Nicolás de la Cruz e Arrascaeta fizeram declarações polêmicas contra o treinador. A seleção não vence desde outubro, e Bielsa assumiu a culpa pela derrota por 5 a 1 para os Estados Unidos.

Sistema tático e dependência de Valverde

O Uruguai joga no esquema 4-4-2, com uma linha de defesa formada por Varela, Ronald Araújo, Giménez (ou Santiago Bueno) e Olivera. No meio-campo, Canobbio pela direita, Ugarte e Valverde no centro, e Maximiliano Araújo pela esquerda. Arrascaeta e Darwin Núñez atuam no ataque.

Na saída de bola, o time monta uma linha de três defensores, com Ugarte buscando a bola dos zagueiros. As aproximações são treinadas: um lateral apoia, enquanto Valverde avança. A construção é paciente, com Valverde e Arrascaeta como principais criadores. Sem Arrascaeta, a tendência é que Valverde assuma uma posição mais adiantada, com Ugarte e Bentancur no meio.

O contra-ataque é outra arma, com Canobbio como principal puxador, junto com Núñez. Na defesa, o Uruguai atua em um 4-4-2 compacto, com marcação por encaixes longos, sem sufocar a saída adversária.

Última chance para Bielsa

O Uruguai integra um grupo acessível, com a Espanha como favorita. Bielsa, que nunca passou das oitavas de final em Copas, busca fazer as pazes com o torneio. A equipe, renovada após a saída de ídolos como Godín, Cáceres, Cavani e Suárez, tem qualidade para superar o desempenho de 2022, quando não passou da fase de grupos.

Com Federico Valverde como principal nome, capaz de atuar como segundo volante, carregador de bola e construtor, o Uruguai espera superar as adversidades. A queda de rendimento de Darwin Núñez e a incerteza sobre Arrascaeta, porém, tornam a equipe dependente de Valverde para resolver momentos de travamento coletivo.

Com informações de ge — Globo Esporte.