Uma urna gigante de pedra na Planície dos Jarros, no Laos, continha restos mortais de pelo menos 37 pessoas, segundo estudo publicado no periódico Antiquity. A descoberta é a primeira evidência concreta de que esses recipientes milenares tinham função funerária.

O sítio arqueológico, descoberto na década de 1930, reúne mais de 2 mil jarros de pedra com alturas entre um e três metros. Até então, nenhum vestígio claro de ocupação havia sido encontrado dentro das urnas, apenas joias, fragmentos de vidro e ossos nas proximidades.

Os pesquisadores escavaram uma urna específica, chamada Jar 1, com mais de um metro de altura e cerca de dois metros de largura, feita de rocha sedimentar de grão grosso. Em três expedições de campo, encontraram ossos de indivíduos de diferentes idades, de bebês a adultos. Análises de DNA estão em andamento para verificar possíveis laços de parentesco.

A datação por carbono indicou que o local foi usado como sepultura entre os séculos 9 e 12, por cerca de 270 anos. Os ossos estavam organizados: crânios ao redor da borda e fêmures em posição transversal, sugerindo um sepultamento em duas etapas. Após a decomposição inicial, os ossos eram transferidos e arrumados na urna em um segundo ritual.

Além dos restos humanos, foram encontradas ferramentas de ferro, cerâmica e objetos de cobre e vidro, alguns originários da Índia e da Mesopotâmia, indicando uma ampla rede de comércio. Os cientistas afirmam que ainda há muitos mistérios a serem desvendados sobre essa civilização, como o motivo dos jarros estarem espalhados por áreas tão vastas e seu possível significado ritual ou de status social.

Com informações de Super Interessante.