A Comissão Europeia anunciou nesta quarta-feira (17) um pacote de ajuda financeira de € 493 milhões (cerca de R$ 2,9 bilhões) para financiar a resposta ao surto de ebola na África Central. O montante será destinado a ações de apoio médico direto, assistência humanitária na região dos Grandes Lagos e em Uganda, pesquisa de vacinas e tratamentos para filovírus, além de iniciativas de longo prazo para fortalecer sistemas de saúde e melhorar a preparação para futuras emergências sanitárias.
De acordo com a Comissão, a resposta ao surto foi coordenada desde o primeiro dia com Estados-membros da União Europeia, organismos internacionais e parceiros locais. A comissária de Gestão de Crises, Hadja Lahbib, afirmou em comunicado: "O ebola é um teste de nossa solidariedade global. Enquanto alguns se voltam para dentro, a UE permanece presente, engajada e como uma parceira confiável."
Contribuições internacionais
Na terça-feira (16), os Estados Unidos informaram que já comprometeram mais de US$ 700 milhões (cerca de R$ 3,5 bilhões) para o combate ao ebola. O valor inclui financiamento direto aos países afetados e atendimento a necessidades humanitárias mais amplas. O governo americano também pediu que outras nações contribuam com recursos.
Os líderes do G7, grupo dos sete países mais industrializados, emitiram uma declaração conjunta pedindo uma resposta forte e coordenada ao surto na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda. Eles instaram outras nações a dedicarem recursos para garantir que o vírus permaneça contido na menor área possível. "Continuamos monitorando de perto a situação à medida que ela evolui, junto com nossos parceiros, para garantir que esse vírus perigoso não se espalhe, inclusive através das fronteiras", afirmaram no comunicado.
Evolução do surto
A RDC declarou um surto de ebola em 15 de maio — o 17º registrado no país. Dois dias depois, a Organização Mundial da Saúde (OMS) ativou o alerta sanitário internacional. O vírus também atingiu a vizinha Uganda, onde foram confirmados 19 casos, incluindo duas mortes.
A Comissão Europeia informou que continua monitorando o surto em cooperação com seus parceiros. O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças avalia atualmente o risco para pessoas na Europa como muito baixo.