Na madrugada desta quarta-feira (10), a Ucrânia lançou um ataque massivo com drones e mísseis contra 20 regiões da Rússia, incluindo a Crimeia anexada. De acordo com o Ministério da Defesa russo, as forças de defesa aérea abateram 326 drones durante a operação.

Os drones foram interceptados sobre as regiões de Belgorod, Bryansk, Volgogrado, Voronezh, Kursk, Kaluga, Lipetsk, Nizhny Novgorod, Rostov, Ryazan, Samara, Saratov, Smolensk, Oryol, Tver, Tula, Ulyanovsk, Krai de Krasnodar, região de Moscou, Crimeia e o Mar Negro, conforme comunicado oficial.

Na região de Samara, a cerca de 900 km de Moscou, o governador Vyacheslav Fedorishchev orientou moradores a se abrigarem em locais fechados e evitarem janelas. Não houve registro de vítimas civis. Danos materiais foram relatados na refinaria de petróleo Kuibyshev, uma das maiores do país e pertencente à Rosneft. Em abril, a refinaria já havia suspendido o refino após ataque com drones.

Na região de Cheboksary, um ataque com mísseis atingiu a empresa de defesa VNIIR-Progress, que produz antenas para o exército russo, receptores de satélite e antenas para sistemas de GPS. O local já havia sido alvo de dois ataques com drones em 5 de maio, segundo o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia.

O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, informou que 12 drones foram abatidos nas proximidades da capital desde o início do dia 10 de junho.

O bombardeio também atingiu o edifício panorâmico “Defesa de Sebastopol 1854-1855”, museu localizado na cidade de Sebastopol, na Crimeia. O complexo é dedicado ao cerco de 349 dias durante a Guerra da Crimeia (1853-1856) e abriga uma tela circular pintada pelo artista Franz, retratando o ataque de forças aliadas em 6 de junho de 1855. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, classificou o ataque como “mais um ato bárbaro do regime de Kiev”.

O museu sofreu graves danos e um incêndio de grandes proporções, mobilizando mais de 20 caminhões de bombeiros e unidades do Ministério para Situações de Emergência. O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, condenou os bombardeios a locais históricos: “Vemos que o regime de Kiev começou a atacar a história, mas a história não pode ser derrotada”. Peskov afirmou que os ataques “reforçam a razão da Rússia na luta pelo controle das regiões” e que o museu será restaurado para “ficar ainda mais bonito”.

Com informações de Brasil de Fato — leia a matéria original.