O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o Paquistão, país mediador do conflito, afirmaram neste sábado (13) que um acordo preliminar para encerrar a guerra no Oriente Médio deve ser assinado no domingo (14). No entanto, o Irã negou que a assinatura ocorra tão cedo, gerando incertezas sobre o cronograma.

Previsão de acordo para domingo

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, declarou que os dois lados concordaram com uma estrutura principal para um acordo de paz. Segundo ele, Islamabad está se preparando para uma assinatura eletrônica no domingo, seguida de conversas em nível técnico na próxima semana. Trump também publicou em suas redes sociais que o acordo com o Irã está previsto para ser assinado no domingo e que o Estreito de Ormuz, via crucial para o abastecimento global de petróleo bloqueada pelo Irã, deve ser imediatamente 'aberto a todos' após a assinatura.

Cautela do Irã

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, tratou os comentários sobre o momento da assinatura com cautela. Citado pela mídia estatal, Baghaei afirmou:

'Teremos que esperar para ver a data exata da assinatura do memorando de entendimento, embora não deva ser amanhã. A possibilidade de isso acontecer nos próximos dias não pode ser descartada. No entanto, devido à hesitação da outra parte, devemos ser cautelosos ao fazer qualquer comentário sobre esse processo.'

Uma autoridade norte-americana que falou com jornalistas posteriormente se recusou a comentar sobre o momento exato, mas disse: 'É um ótimo acordo e um acordo muito vantajoso.'

Contexto do conflito

A guerra no Oriente Médio foi iniciada em 28 de fevereiro com ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã. O conflito fez com que os preços globais da energia subissem drasticamente e matou milhares de pessoas, principalmente no Irã e no Líbano, onde a rivalidade entre Israel e os militantes do Hezbollah, alinhados ao Irã, foi reacendida.

'Mais próximo do que nunca'

Sharif escreveu no X (antigo Twitter) que 'estamos mais perto de um acordo de paz do que nunca'. Não é a primeira vez que os dois lados parecem estar perto de um acordo inicial para pôr fim à guerra, mas a declaração do premier paquistanês reforça a expectativa de avanço nas negociações.