O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na sexta-feira (5 de junho de 2026) que ainda não tomou uma decisão final sobre a venda de um pacote de armas avaliado em US$ 14 bilhões para Taiwan. A declaração foi feita a jornalistas a bordo do Air Force One.
Trump também disse estar disposto a conversar com o líder taiwanês, Lai Ching-te, mas não especificou quando esse diálogo poderia ocorrer. As negociações entre Estados Unidos e Taiwan sobre a venda de armamentos se arrastam há meses, e a conclusão do acordo depende apenas da aprovação do presidente norte-americano.
Suspensão temporária e pressão chinesa
Em 22 de maio, o secretário interino da Marinha dos EUA, Hung Cao, informou que a venda havia sido suspensa temporariamente. Segundo ele, a medida visava garantir estoques suficientes de munições para a operação militar conjunta dos EUA com Israel no Irã.
A suspensão ocorreu 12 dias após Trump se encontrar com o presidente da China, Xi Jinping, em Pequim. Durante as reuniões, Xi enfatizou que a relação dos EUA com Taiwan é o tema mais sensível na diplomacia bilateral. Após a pressão chinesa, Trump recuou.
Posição de Taiwan e revisão interna
Taiwan ainda não desistiu de concluir a negociação. O governo da ilha afirmou que o fornecimento de armas pelos Estados Unidos é fundamentado na legislação norte-americana e necessário para garantir a estabilidade no estreito de Taiwan.
Na quarta-feira (3 de junho), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou que a venda de armas não foi “pausada”, mas que segue sendo revisada internamente pelo governo norte-americano. Rubio disse que a relação dos EUA com Taiwan “permanece inalterada”, mesmo após os encontros com Xi.
Com informações de Poder360.