O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ser o chefe ao chegar atrasado para a sessão do G7 nesta quarta-feira 17, em Evian, no leste da França. A declaração ocorreu no terceiro dia da cúpula, momentos antes do início do debate sobre retomada do crescimento econômico equilibrado.

Trump entrou na sala quando os demais líderes do G7 e convidados, como o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, já estavam sentados. Ele fez uma breve pausa na cabeceira da mesa e afirmou: 'I am the boss' (Eu sou o chefe), antes de se sentar com um largo sorriso à direita do presidente francês, Emmanuel Macron. A declaração provocou risadas entre os presentes. Trump então apertou a mão de Macron, que perguntou em inglês como ele estava.

Queixas e gestos conciliatórios

Em outro momento, Trump reclamou que a sala estava 'calor demais', refletindo seu hábito de preferir ar condicionado em temperatura máxima. Desde sua chegada na segunda-feira, o presidente americano, conhecido por não apreciar formatos multilaterais, adotou uma postura conciliadora. Diferentemente de ocasiões anteriores, quando boicotou ou criticou comunicados conjuntos, ele aceitou ratificar uma declaração sobre a Ucrânia. O documento defende maior pressão sobre a Rússia e celebra o acordo entre Estados Unidos e Irã, 'obtido sob a firme liderança do presidente Donald Trump'.

O chefe de Governo da Alemanha, Friedrich Merz, presenteou Trump — cujo avô paterno nasceu na Alemanha — com uma camisa da seleção alemã de futebol, com seu sobrenome e o número 47.

Jantar em Versalhes

Trump aceitou o convite de Macron para prolongar a estadia na França com um jantar na quarta-feira no Palácio de Versalhes, perto de Paris. 'Versalhes não é folheado a ouro. É ouro de verdade', disse Trump na terça-feira, mostrando entusiasmo.