O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender nesta sexta-feira (5) a redução da taxa de juros, mas afirmou que a decisão sobre um possível corte caberá ao novo presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Kevin Warsh.

Trump criticou repetidamente o antecessor de Warsh, Jerome Powell, pela manutenção dos juros acima de 3%. O republicano defende que a taxa deveria estar entre 1% e 1,5%, bem abaixo do patamar atual, que varia de 3,5% a 3,75%.

Powell foi chamado de "idiota" e "burro" por Trump, que também o responsabilizou pelo baixo crescimento econômico do país. O ex-presidente do Fed encerrou seu mandato em 15 de maio, sendo substituído por Warsh, indicado pelo republicano.

Analistas elevaram para 98% as chances de o Fed aumentar a taxa de juros em ao menos 0,25 ponto percentual até o final deste ano. A expectativa subiu após a divulgação dos dados de emprego nos EUA nesta sexta, que mostraram a abertura de 172 mil vagas fora do setor agrícola em maio, mais um mês de forte geração de postos de trabalho.

Antes do relatório de emprego, a probabilidade de alta nos juros era de 48%. A próxima reunião do Fed ocorrerá entre 16 e 17 de junho, a primeira sob o comando de Warsh.

Além dos resultados de emprego, o Fed também considera a inflação elevada. O índice de preços PCE, referência usada pelo banco central, subiu 3,8% nos 12 meses até abril, maior aumento desde maio de 2023, segundo o Escritório de Análises Econômicas do Departamento de Comércio. Em março, o PCE estava em 3,5%.

Com informações de Folha — Mercado.