O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou oficialmente uma cópia do acordo entre EUA e Irã durante um jantar no Palácio de Versalhes, na França, após o último dia da cúpula do G7, segundo dois funcionários norte-americanos. Trump estava acompanhado dos anfitriões, o presidente francês Emmanuel Macron e sua esposa Brigitte Macron.
De acordo com um dos funcionários, os EUA enviaram uma fotografia do documento assinado aos iranianos. O memorando foi “oficialmente finalizado” após ser redigido em inglês e em farsi, a pedido do Irã, para fins de transparência, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, à emissora estatal IRIB.
Reações ao acordo
Mais cedo, Trump afirmou que as forças dos EUA permaneceriam na região do Golfo Pérsico “por um tempo” após o acordo. Vários senadores democratas criticaram o pacto, considerando-o vantajoso para o Irã, mas não para os EUA. O senador republicano Bill Cassidy, que perdeu as primárias no mês passado após Trump apoiar um adversário, classificou o acordo como “o pior erro de política externa em décadas”.
Por outro lado, o senador republicano Lindsey Graham afirmou que teve uma longa conversa com o enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e acredita que o acordo “será benéfico para os Estados Unidos”.
Desdobramentos na Ucrânia
Separadamente, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse nas redes sociais que conversou tanto com Trump quanto com Macron sobre os resultados das discussões na cúpula do G7.