O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o Estreito de Ormuz estará “completamente aberto” na próxima sexta-feira, 19 de julho, data prevista para a assinatura do acordo de paz entre EUA e Irã. Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que “os navios, alguns carregados com petróleo, estão começando a sair” da via marítima e que não acredita ser necessária “muita ajuda” para mantê-la aberta.
Acordo de paz e mediação internacional
Segundo os Estados Unidos e o Paquistão, que atuou como mediador, o acordo deve ser assinado formalmente na Suíça. Nesta segunda-feira (15), ocorreu a assinatura virtual do pacto, com a participação de Trump, de seu vice, JD Vance, e do presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, que negociou em nome do Irã. Um alto funcionário do governo americano confirmou a assinatura eletrônica do documento que põe fim ao conflito no Oriente Médio.
Impacto econômico e reação dos mercados
O fechamento do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã desde o início da guerra em 28 de fevereiro, gerou graves consequências econômicas globais, incluindo inflação em diversos países e problemas no abastecimento de fertilizantes essenciais para a produção de alimentos. Com o anúncio do acordo, os preços do petróleo caíram significativamente: tanto o Brent quanto o WTI passaram a ser negociados em torno de 80 dólares o barril. A comunidade internacional recebeu a notícia do acordo com alívio, após meses de violência e instabilidade econômica.
Irã anuncia cobrança de taxas no estreito
Apesar da garantia de abertura, o Irã informou que passará a cobrar taxas dos navios que utilizarem o Estreito de Ormuz. O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baqaei, declarou em entrevista coletiva: “Sempre afirmamos que não buscamos arrecadar pedágios de trânsito, mas serão cobradas taxas por serviços de navegação, proteção ambiental, seguros marítimos e outros serviços necessários”.
Israel diz que luta não acabou
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira (15) que “a luta não acabou”. Em discurso antes de uma coletiva de imprensa, Netanyahu se dirigiu aos cidadãos de Israel: “Somos fortes e determinados, mas a luta ainda não acabou. Continuaremos em alerta, continuaremos sendo fortes e determinados, para nos defendermos tanto quanto for necessário. Isso não se aplica apenas ao Irã, mas também às suas ramificações terroristas”. A declaração ocorreu após o anúncio do acordo entre EUA e Irã para encerrar o conflito desencadeado há mais de três meses, quando Israel e os Estados Unidos lançaram uma ofensiva contra o país asiático.