No sábado (13), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que um acordo com o Irã está programado para ser assinado no domingo (14), o que levaria à reabertura do Estreito de Ormuz. No entanto, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã negou a existência de planos para a assinatura na data e criticou a 'insistência incomum' de Trump. Essa divergência marca a mais recente diferença entre as declarações de Washington e Teerã durante uma intensa rodada diplomática dos últimos dias.
Divergência sobre o prazo
Trump afirmou que a assinatura ocorreria no domingo, mas Teerã rejeitou a previsão. Um funcionário dos EUA havia informado na sexta-feira que, se um memorando de entendimento fosse assinado, ele daria início a um período de 60 dias de negociações sobre a implementação da estrutura do acordo. Ainda não está claro se as partes concordam com o conteúdo do memorando.
Assinatura virtual e logística
Planos para um encontro presencial foram abandonados em favor de uma possível assinatura eletrônica, segundo autoridades familiarizadas com o assunto. A decisão foi tomada devido a desafios logísticos e na tentativa de evitar atrasos que poderiam comprometer o processo de negociação, disse uma fonte à CNN.
Próximos passos de Trump
Trump deixará a Casa Branca na madrugada de segunda-feira (15) com destino à França para a cúpula do Grupo dos Sete (G7) desta semana. Na terça-feira (16), ele participará de um almoço de trabalho com líderes do G7 e do Oriente Médio, conforme informou um alto funcionário do governo norte-americano.
Diplomacia internacional
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, conversou com Trump no sábado sobre os esforços para encerrar o conflito com o Irã, destacando a importância de que 'qualquer acordo resulte em uma paz duradoura e estável'. Já o primeiro-ministro do Catar conversou com seu homólogo paquistanês em uma ligação separada, na qual expressou apoio ao papel de Islamabad na mediação das negociações entre EUA e Irã.
Reação de morador iraniano
Em Teerã, o morador Ebrahim Sa'adat manifestou ceticismo sobre o possível acordo. Em vídeo compartilhado com a Reuters pela Agência de Notícias da Ásia Ocidental (WANA), ele disse: 'Olha, eles atingiram nossos comandantes, atingiram nosso líder. Eles cruzaram todas as linhas vermelhas. Não devemos fazer um acordo. Nós tínhamos dito que iríamos nos vingar. Onde está nossa vingança? Devemos nos vingar'.