O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que um acordo com o Irã deve ser assinado neste domingo, 14 de julho, e que, em seguida, o Estreito de Ormuz será reaberto imediatamente. A afirmação foi feita em uma publicação na rede social Truth na tarde de sábado, 13 de julho.

Declarações de Trump

Na postagem, Trump afirmou que o relacionamento entre Estados Unidos e Irã está em um patamar melhor do que em administrações anteriores. Ele criticou o Plano de Ação Conjunto Abrangente (JCPOA) e outros acordos assinados em 2015 pelo ex-presidente Barack Obama, classificando-os como "caminho fácil, bonito e suave para uma arma nuclear". Em contraste, o novo acordo seria "exatamente o oposto" e representaria "um muro para arma nuclear".

Trump também mencionou que, no momento apropriado, os Estados Unidos removerão "a poeira nuclear, enterrada profundamente sob as poderosas montanhas de granito submersas, graças aos nossos belos bombardeiros B-2 e seus brilhantes pilotos, e a destruiremos, seja no Irã ou nos Estados Unidos".

O presidente norte-americano expressou entusiasmo em trabalhar com o Irã e todo o Oriente Médio no futuro, esperando que o processo funcione rapidamente e sem problemas. Contudo, advertiu: "Se não funcionar, temos a alternativa final, que esperamos nunca mais ter que usar."

Reação do Irã

No mesmo sábado, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) negou veementemente que o país esteja prestes a assinar um acordo de paz com os Estados Unidos. Em uma publicação no Telegram, a organização militar criticou a "insistência incomum" de Trump em anunciar o acordo para esta data específica.

Segundo o IRGC, o cronograma proposto pelos EUA representa um "teste para a equipe de negociação de Teerã". Os negociadores iranianos já teriam deixado claro que o memorando ainda não foi finalizado e que a assinatura no domingo não ocorrerá.

A declaração sugere que a pressão de Trump pode estar ligada a motivos pessoais, já que o republicano fará aniversário na mesma data. O grupo reafirmou que o Irã não cederá a pressões externas e que qualquer acordo será assinado apenas quando todas as partes estiverem plenamente satisfeitas com os termos negociados.

Contexto e próximos passos

O Estreito de Ormuz, vital para o transporte de petróleo, é um ponto sensível nas tensões entre os dois países. A reabertura mencionada por Trump indica que o acordo poderia aliviar as restrições na região, mas a negativa iraniana lança dúvidas sobre a concretização do pacto no prazo estipulado.

Até o momento, não há confirmação oficial de que as negociações chegaram a um consenso. A comunidade internacional acompanha o desenrolar dos fatos.