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Craques brilham em disputam pela artilharia da Copa do Mundo Torcedor símbolo da seleção da República Democrática do Congo, Michel Kuka Mboladinga, conhecido como "Lumumba Vea", marcou presença pela primeira vez na Copa do Mundo de 2026. 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Convidado pela delegação congolesa, o torcedor ressurgiu como a estátua de Patrice Lumumba, figura histórica do país, na noite desta terça-feira, em Guadalajara, onde a equipe africana encarou a Colômbia. Mboladinga ganhou fama na Copa Africana das Nações, no início deste ano, ao se comportar como uma estátua humana durante as partidas da República Democrática do Congo. Nesta terça-feira, acenou para fotógrafos e recebeu tratamento de celebridade antes da partida no México. Michel Kuka Mboladinga vai a jogo entre RD Congo x Colômbia Luke Hales/Getty Images O torcedor veste um terno com as cores da bandeira congolesa, levanta o braço e imita uma posição de discurso de Lumumba, um dos líderes da independência do país e da luta anticolonial em todo continente africano. O torcedor-símbolo só conseguiu chegar ao México para a segunda partida da seleção e viu da África o empate por 1 a 1 com Portugal, pela primeira rodada do Grupo K. + Confira a tabela completa da Copa do Mundo Devido às restrições pela epidemia de ebola na República Democrática do Congo, Mboladinga precisou cumprir quarentena antes de viajar para a Copa do Mundo. André Rizek analisa o início da Copa do Mundo 2026 Quem foi Patrice Lumumba? Patrice Lumumba, líder do movimento de independência da RD Congo e ícone político da África Keystone-France/Gamma-Keystone via Getty Images Patrice Lumumba foi o principal líder do movimento que levou a República Democrática do Congo à independência da Bélgica em 1960 e é considerado um herói nacional no país. Na época, RD Congo vivia um dos períodos coloniais mais violentos da história, com estimativas de 10 milhões de mortes entre o fim do século XIX e o início do século XX. Lumumba assumiu o cargo de primeiro-ministro do país logo após a independência, em junho de 1960, mas permaneceu no poder por apenas alguns meses. Em meio às tensões da Guerra Fria, passou a ser visto com desconfiança por potências ocidentais e acabou executado em 1961, aos 35 anos. A morte teve participação de autoridades da Bélgica e dos Estados Unidos, sob a alegação de que ele mantinha proximidade com a União Soviética. Após o assassinato, seu corpo foi dissolvido em ácido para impedir que o túmulo se transformasse em local de peregrinação política. Mesmo assim, Lumumba tornou-se um mártir da República Democrática do Congo e símbolo da África.