O deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), relator do projeto de lei que regulamenta a exploração de terras raras no Brasil, mostra otimismo para a aprovação da matéria no Senado Federal.

O parlamentar paulista avalia que a proposta está congelada na Casa não por uma resistência ao texto, mas por conta da tensão política vivida entre Davi Alcolumbre e Lula. Apesar disso, o deputado aposta que a tensão entre o presidente do Senado e o líder máximo da nação será resolvida nas próximas duas semanas, o que deve garantir a aprovação do projeto ainda no primeiro semestre.

À Radar, Jardim confirmou que não vai concorrer à reeleição e que o quinto mandato como deputado federal será o último de sua trajetória na política: “Não vou ser mais candidato, vou fazer outras atividades na vida, me dedicar à vida fora do parlamento”. Longe da disputa em outubro, o experiente parlamentar avalia que terá mais liberdade para relatar e negociar matérias espinhosas em Brasília, como é o caso do próprio Marco Legal das Terras Raras. Esses minerais críticos e estratégicos são elementos vitais para a transição energética e soberania nacional, sendo indispensáveis na fabricação de baterias de carros elétricos, painéis solares e alta tecnologia.

Mas há outras iniciativas a que Jardim tem se dedicado, entre elas o PLP 100/2026 (Lei de Responsabilidade Tarifária), que visa conter novos encargos nas contas de luz dos brasileiros, e o ProFert (Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes), no qual auxilia o deputado Junior Ferrari (PSD-PA) na elaboração da matéria que aguarda para ser analisada pelos senadores. Arnaldo Jardim também é o autor da PEC 34/2025, que visa propõe o término da dupla cobrança de impostos sobre o setor de reciclagem: “Vou aproveitar que os meus colegas estão em campanha e eu continuo em campanha por esses projetos”, afirma.

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