O surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) continua a se intensificar, com mais de 100 mortes e 600 casos confirmados, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que classificou a situação como emergencial. O vírus já se espalhou para Uganda, onde também foram registradas infecções.

Na semana passada, o ebola alcançou um campo de refugiados que abriga mais de 30 mil pessoas, aumentando o risco de contaminação em massa. No Quênia, um protesto foi motivado pelo medo da doença, após o anúncio da criação de um centro de isolamento exclusivo para cidadãos dos Estados Unidos.

Desafios no combate ao vírus

Diante dos cortes no financiamento de ajuda humanitária por grandes potências, médicos locais e organizações da sociedade civil relatam escassez de insumos e equipamentos de proteção. A testagem e o rastreamento de contatos são considerados insuficientes para conter a propagação.

Especialistas alertam para o risco de um surto semelhante ao de 2014, que matou cerca de 11 mil pessoas na África Ocidental.

Podcast aborda impactos humanitários

O episódio do podcast Café da Manhã desta segunda-feira (15) discute os impactos sociais e humanitários do surto na RDC. A diretora de Médicos Sem Fronteiras para a área de acesso a medicamentos das Américas, Rachel Soeiro, que atuou na epidemia de 2014, analisa o cenário atual e explica as dificuldades de contenção.

O jornalista Luis Fernando Filho, coapresentador do África em Pauta, podcast do Ponta de Lança, aborda o papel do conflito armado e da desinformação na propagação do vírus, além da escassez de ajuda internacional.