Nesta segunda-feira (16), a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 3 votos a 1, manter a prisão preventiva do pai e do primo de Daniel Vorcaro, investigados no âmbito do Caso Master. O único voto contrário foi do ministro Gilmar Mendes, que criticou a condução das investigações e traçou paralelos com a Operação Lava-Jato.

Voto divergente de Gilmar Mendes

Em seu voto, Gilmar Mendes fez uma série de críticas à forma como o Caso Master está sendo investigado. O decano comparou o método à Lava-Jato, conhecida pelos métodos questionados judicialmente. Mendes defendeu que as prisões preventivas não estariam justificadas e alertou para possíveis excessos.

Relator defende processo e revela novos elementos

O relator do caso, ministro André Mendonça, votou pela manutenção das prisões e defendeu o andamento da apuração. Horas antes da sessão, Mendonça retirou o sigilo de novas informações coletadas pela investigação. Segundo ele, os dados revelam envolvimento de figuras importantes da política brasileira, e afirmou: “tem mais coisa por vir”.

Análise do caso

O podcast O Assunto, do g1, dedicou o episódio #1742 ao Caso Master. A jornalista Consuelo Dieguez, repórter da revista piauí e autora de livros como “Bilhões e Lágrimas” e “O Ovo da Serpente”, foi entrevistada. Ela refez a linha do tempo do escândalo, detalhou os personagens envolvidos e apontou possíveis novos rumos da investigação. Consuelo acompanha o caso desde antes das investigações da Polícia Federal virem a público.

Impacto político

As revelações de André Mendonça indicam que senadores, deputados e presidentes de partido — integrantes do chamado centrão — podem estar implicados. O caso, que envolve supostas irregularidades no Banco Master, segue gerando desdobramentos no cenário político nacional.