A agência de classificação de risco S&P Global rebaixou pela segunda vez em menos de três meses a nota de crédito do Banco de Brasília (BRB). A avaliação foi reduzida de brB- para brCCC+/brC, colocando o banco em uma faixa considerada altamente especulativa.
Em comunicado ao mercado, a S&P afirmou que a decisão reflete a “crescente incerteza” em torno da instituição e os riscos relacionados à execução de seu plano de recomposição de capital. Segundo a metodologia da agência, emissores avaliados em “brCCC” apresentam vulnerabilidade elevada e dependem de condições econômicas e financeiras favoráveis para honrar compromissos.
O rebaixamento ocorre após uma sequência de eventos que fragilizaram a posição financeira do banco controlado pelo Governo do Distrito Federal. Nos últimos anos, o BRB ampliou sua exposição ao Banco Master, de Daniel Vorcaro, incluindo uma tentativa de aquisição do Master que foi barrada pelo Banco Central.
A situação se agravou com a deflagração da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025, que resultou na prisão e no afastamento de executivos ligados às duas instituições. Enquanto o Banco Central decretou a liquidação do Master e de outras empresas do conglomerado, o BRB passou a buscar alternativas para fortalecer sua estrutura de capital.
O banco também enfrentou atrasos na divulgação de demonstrações financeiras e iniciou negociações para captar recursos no mercado. Na avaliação da S&P, a capacidade de execução dessas medidas será determinante para a estabilização da instituição nos próximos meses.
Em abril, a Moody’s também reduziu a nota de crédito do BRB, apontando deterioração do perfil financeiro e aumento do risco de inadimplência.
Com informações de InfoMoney.