Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) caíram para o menor patamar em quatro meses nesta sexta-feira, registrando a sexta sessão consecutiva de baixa. O movimento foi impulsionado por condições climáticas favoráveis para as lavouras dos Estados Unidos e pela previsão de chuvas benéficas no Meio-Oeste americano.
De acordo com analistas, chuvas acima da média são esperadas em grande parte do cinturão agrícola do Meio-Oeste nos próximos 15 dias, o que deve favorecer a germinação e o desenvolvimento da soja recém-plantada.
Os operadores seguem atentos a possíveis compras chinesas de safras americanas, após Pequim ter concordado em expandir o comércio agrícola durante uma cúpula com Washington em meados de maio. A ausência de grandes aquisições desde então tem pressionado o mercado da soja.
A demanda de exportação de soja permanece sazonalmente baixa, uma vez que as safras abundantes da América do Sul estão disponíveis a preços mais competitivos. Por outro lado, a demanda por farelo de soja tem se mostrado um ponto positivo, segundo operadores.
O contrato da soja fechou em queda de 8 centavos, cotado a US$ 11,215 por bushel, após atingir o menor valor desde 5 de fevereiro. Na semana, o contrato de referência acumulou perda de 5,5%.
Milho e trigo também recuam
Os contratos futuros de milho na CBOT também caíram para o menor nível em quase oito meses nesta sexta-feira, na sexta sessão consecutiva de declínio, devido à venda por parte de fundos e à previsão de chuvas que devem beneficiar a safra no Meio-Oeste dos EUA.
O milho atingiu a mínima de US$ 4,16 por bushel e encerrou em baixa de 7 centavos, a US$ 4,175 por bushel. O contrato de referência registrou queda de 6,5% na semana.
O trigo também acompanhou o movimento de baixa, influenciado pelas vendas de fundos. O contrato com vencimento em julho terminou o dia em queda de 1,75 centavo, a US$ 5,80 por bushel, após atingir o menor valor desde 10 de abril. Na semana, o contrato de referência recuou 5%.
Com informações de Money Times.