A Siemens Energy planeja participar do 1º leilão de baterias do Brasil fornecendo tecnologia de armazenamento de energia para grupos que vão entrar no certame marcado pelo governo para dezembro.
A fabricante de equipamentos para o setor de energia analisa parcerias com 3 a 4 fornecedores internacionais de baterias e aposta na sua produção nacional de tecnologias BMS (Sistema de Gerenciamento de Bateria, na sigla em português), equipamentos que gerenciam os sistemas de armazenamento e são responsáveis por monitorar, proteger e otimizar o desempenho de um conjunto de baterias recarregáveis.
“A gente tem muito interesse em prover a tecnologia que vai ser necessária para atender a demanda que esse leilão está trazendo para o sistema de transmissão. É um leilão que foi muito debatido, muito discutido, e a gente vê uma proposta que foi apresentada indo na direção correta”, diz o vice-presidente de Grid Solutions para a América Latina na Siemens Energy, , em entrevista ao Poder360.
O MME (Ministério de Minas e Energia) publicou em 2 de junho as diretrizes do 1º leilão de baterias da história do país, que será realizado em 2 e 4 de dezembro. O governo dividirá a disputa em 2, com a 1ª etapa somente para projetos que atendam exigências de conteúdo nacional nos equipamentos, conforme critérios do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
A Siemens Energy avalia que parceiros que optem por desenvolver sistemas de baterias com as suas tecnologias poderão participar já da 1ª parte do leilão, que receberá prioridade do MME.
“Nós realizamos dentro de casa principalmente a parte de MS, que é a parte de gerenciamento de sistemas, que dá a segurança cibernética.Esse é um ponto muito crítico para esse tema de de baterias, e nós trabalhamos e temos essa solução 100% dentro de casa, que é até um dos pontos que é considerado conteúdo local para esse 1º leilão de dezembro”, afirma o executivo.
Segundo Formiga, a Siemens Energy avalia firmar parcerias com fornecedores chineses, coreanos e europeus. Embora não tenha citado nominalmente os eventuais parceiros, o executivo disse que os fornecedores estão entre os 7 maiores do mundo. A companhia considera inclusive entrar em mais de um projeto.
“Tudo depende da atratividade, do quanto o o projeto em si tem o ‘feat’ para cada um deles. A gente sabe que os projetos desse LRCap serão basicamente a partir de 30 MW (megawatts), então dependendo do tamanho da oportunidade, a gente vai usar fornecedores diferentes. E a gente está bem seguro que essas parcerias vão ser o suficientes pra gente ter êxito nesse nesse leilão de baterias”, declarou.
Entre os principais requisitos técnicos previstos pelo MME estão a disponibilidade mínima de 30 MW, capacidade de operação contínua por pelo menos 4 horas, eficiência total mínima de 85%, tempo máximo de recarga completa de 6 horas e atendimento aos requisitos técnicos de conexão definidos por ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) e EPE (Empresa de Pesquisa Energética).