O Fórum Permanente dos Servidores Públicos do Estado do Rio de Janeiro (Fosperj), que reúne mais de 50 sindicatos e associações, convocou um ato para esta terça-feira (9), às 14h, em frente ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). A mobilização tem como tema “Faxina Geral no Estado” e é realizada em parceria com o movimento Reposição Salarial Já!.
Entre as reivindicações estão o pagamento da recomposição salarial referente aos anos de 2023, 2024 e 2025, o fim da desigualdade entre categorias, a valorização dos servidores concursados e de carreira, além de mais transparência e responsabilidade na gestão pública.

Em nota, lideranças do Fosperj afirmaram: “Apoiamos firmemente as medidas de reorganização administrativa e a demissão de cargos desnecessários, mas essa faxina precisa ser justa. Defendemos que toda a economia gerada com o corte desses comissionados seja revertida diretamente para o fortalecimento do Estado. Esse dinheiro precisa ser investido na melhoria da infraestrutura do serviço público e na valorização real dos seus agentes, que são quem de fato atende à população na ponta. Limpar a máquina é o primeiro passo, o segundo é valorizar quem trabalha”.
Em manifesto publicado em 28 de maio, o Fórum avalia como positivas as exonerações realizadas pelo governador interino Ricardo Couto, desembargador que assumiu o cargo após as condenações e investigações contra o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) Rodrigo Bacellar (União). No entanto, o texto ressalta que os casos de corrupção não são novidade no cenário político estadual, havendo uma sucessão de governadores presos.

O manifesto também destaca os danos ao serviço público e à população: “Enquanto essa lama escorre pelos corredores do poder político, quem de fato paga a conta do desperdício e do desvio de recursos é a população e o serviço público. Essa degradação se materializa nos hospitais desprovidos de estrutura básica, nas escolas abandonadas à própria sorte, na segurança pública sucateada e nos serviços essenciais precarizados”.

Com informações de Brasil de Fato — leia a matéria original.