A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais (Seplag-MG) apresentou, nesta quarta-feira (3/6), o Projeto Gestão de Frota por Indicadores (GFI). A iniciativa visa aumentar a transparência, reduzir desperdícios e auxiliar gestores na tomada de decisões sobre o uso de veículos oficiais.

O lançamento ocorreu na Cidade Administrativa, com transmissão ao vivo pelo canal da Seplag-MG no YouTube. O projeto foi desenvolvido a partir da revisão e análise detalhada dos dados da frota estadual.

A frota do Poder Executivo estadual, incluindo a Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG), conta com mais de 22 mil veículos. Em 2025, foram registrados 105 milhões de quilômetros percorridos, 28 milhões de litros abastecidos e 19.789 manutenções.

“A Seplag-MG tem um papel de área central para propor modelos e políticas que são adotados por diversos órgãos e entidades, visando trazer melhorias nos processos e na prestação de serviços dos órgãos. Por meio do GFI, essas instituições podem analisar como a sua frota tem sido gerida e buscar ter ainda mais eficiência”, afirmou a superintendente Central de Logística da Seplag-MG, Camila Viana.

O sistema reúne 26 indicadores específicos, organizados em quatro temas estratégicos: Dados/Situação (panorama geral e uso de cada veículo), Abastecimento (controle de consumo e gastos com combustíveis), Atendimento/Uso (monitoramento da utilização dos carros) e Manutenção (histórico de gastos e abrangência do modelo centralizado de manutenção).

Para gerar diagnósticos em tempo real, os painéis cruzam relatórios do Sistema Integrado de Administração de Materiais e Serviços (Siad), dados de fornecedores de combustível e manutenção veicular, além da tabela de preços oficiais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O novo sistema transforma grandes volumes de dados isolados em gráficos simples. Com os painéis, gestores de frota de qualquer órgão estadual podem identificar irregularidades, falhas de cadastro e veículos parados sem necessidade, combatendo a ociosidade.

“O gestor vai ter mais poder de ação, tanto para planejar quanto para monitorar os dados da frota. A partir do momento em que ele tem mais conhecimento sobre o volume de abastecimentos que faz no mês, além do gasto com combustível e manutenção, ele pode gerenciar melhor essa frota, alocar veículos em unidades específicas, redistribuir saldos de contratos ou até mesmo planejar novos contratos”, destacou a diretora Central de Transporte e Viagem, Jéssica Batista.

Com os indicadores, a gestão pode comparar cenários financeiros, como compra ou aluguel de veículo, manutenção de veículo antigo ou substituição por novo, contribuindo para políticas de gestão mais eficientes e econômicas.

Com informações de Governo de Minas Gerais.