A seleção norueguesa de futebol, que retorna à Copa do Mundo após 28 anos de ausência, apresentou seus jogadores vestidos com trajes vikings para as fotos oficiais do torneio de 2026. O elenco, avaliado em conjunto em 589 milhões de euros segundo o site Transfermarkt, posou para imagens e vídeos divulgados pela federação local.

A convocação dos atletas foi anunciada em vídeo pelo rei Haroldo 5º, de 89 anos, em pronunciamento oficial. A classificação para o Mundial tem sido amplamente celebrada no país.

As imagens dos jogadores paramentados como guerreiros nórdicos tiveram grande repercussão internacional, mas também geraram críticas. O jornalista Markus Slettholm, do periódico norueguês Morgenbladet, classificou as fotos como “chauvinistas e excludentes”. Em entrevista à emissora pública NRK, ele afirmou que as imagens “lembram o que preocupava os neonazistas há 10 anos”.

A pesquisadora Jane Haug Skjoldli, citada pelo jornal inglês Daily Mail, declarou que os uniformes poderiam ser vistos como “hipermasculinos e extremistas de direita”.

Após a divulgação das fotos norueguesas, outras imagens de seleções nacionais com trajes típicos, produzidas por inteligência artificial, começaram a circular nas redes sociais, retratando países como Portugal, Inglaterra, França, Holanda e Espanha.

Com informações de Poder360.