O banco Safra ajustou sua carteira recomendada de dividendos para junho, substituindo as ações da Vibra Energia (VBBR3) pelas da Marcopolo (POMO4). A seleção reúne dez empresas que, segundo o banco, combinam potencial de distribuição de proventos e fundamentos sólidos para sustentar os pagamentos nos próximos anos. Cada ação tem peso de 10% no portfólio.
A Allos (ALOS3), controladora de shoppings como o Villa-Lobos, lidera a lista com um dividend yield estimado de 12,1%. Outras empresas de destaque incluem Itaúsa (ITSA4, 9,2%), Bradesco (BBDC4, 8,7%), Petrobras (PETR4, 8,6%) e a estreante Marcopolo (POMO4, 8,3%). Completam a carteira CPFL Energia (CPFE3, 7,9%), Cury (CURY3, 7,8%), Caixa Seguridade (CXSE3, 7,7%), Vale (VALE3, 7,6%) e Copel (CPLE3, 6,1%).
Desempenho em maio
Em maio, a carteira registrou queda de 5,82%, desempenho superior ao do Índice Dividendos (IDIV), que recuou 7,62%, e ao do Ibovespa, que caiu 7,22% no mesmo período.
Saída da Vibra Energia
Segundo os analistas do Safra, a exclusão da Vibra não está relacionada a uma piora operacional. O banco mantém visão positiva para a companhia e para o setor de distribuição de combustíveis. No entanto, a ação já acumulou forte valorização e a tese passou a conviver com um fluxo de notícias mais turbulento, o que torna o potencial de retorno adicional mais limitado no momento.
Entrada da Marcopolo
A Marcopolo foi escolhida para substituir a Vibra. O banco avalia que a fabricante de ônibus está bem posicionada para capturar a tendência de renovação da frota brasileira, já que grande parte dos veículos em circulação está envelhecida. Esse movimento deve exigir novos investimentos de empresas de transporte e governos municipais nos próximos anos, sustentando o crescimento das vendas e dos dividendos.
Com informações de Seu Dinheiro.