A Rússia abateu dezenas de drones que iam para Moscou na madrugada desta segunda-feira (22). Enquanto isso, ataques russos na Ucrânia mataram pelo menos seis pessoas, incluindo um menino e o pai dele, segundo as autoridades.
Segundo o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, 84 drones que iam para a cidade foram abatidos nas últimas 24 horas. Ele disse que equipes de emergência foram enviadas às áreas onde os dispositivos foram derrubados, mas não forneceu mais detalhes.
Os aeroportos de Sheremetyevo, Domodedovo e Vnukovo, bem como o de Zhukovskiy, próximo à capital russa, suspenderam temporariamente os voos, informou o órgão regulador da aviação.
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As Forças Armadas da Ucrânia afirmaram ter atacado o centro de comunicações de satélite de Dubna, na região vizinha.
No total, os sistemas de defesa russos abateram 301 drones durante a madrugada, informaram agências de notícias locais, citando o Ministério da Defesa. Esse número inclui áreas da Ucrânia ocupadas.
Ataques deixam mortos na Ucrânia
O ataque com drones na madrugada desta segunda-feira na região de Sumy, na Ucrânia, matou um menino de 13 anos, o pai dele, de 36 anos, e a avó, de 73 anos, informaram promotores regionais.
Ataques com drones russos na cidade de Zaporizhzhia, no sudeste da Ucrânia, durante a madrugada e no início da manhã, mataram duas pessoas e feriram outras sete, informaram os serviços de emergência da Ucrânia.
Eles divulgaram imagens de bombeiros apagando chamas em um prédio, e uma foto desfocada de bombeiros carregando uma maca com um corpo.
A Rússia também atingiu a região de Odessa, no sul do país, com um míssil balístico Iskander na noite de domingo (21), matando uma pessoa e ferindo outras três, informou o governador regional Oleh Kiper no Telegram.
Veículos e tanques de armazenamento de combustível pegaram fogo após o ataque atingir uma instalação agrícola, segundo ele.
Em outro local, a cidade de Sebastopol, na Crimeia anexada pela Rússia, cancelou todos os eventos públicos ao ar livre nesta segunda-feira e manterá a iluminação pública desligada, disse seu governador, Mikhail Razvozhayev, ao pedir à população que reduza o consumo de eletricidade.
A Crimeia, um destino turístico popular entre os russos, suspendeu a venda de combustível ao público e às empresas, restringindo o abastecimento às agências governamentais responsáveis por serviços essenciais e segurança, já que os ataques com drones da Ucrânia às suas rotas de abastecimento e instalações de energia em outras regiões levaram a uma crise de combustível.
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