O candidato de esquerda Roberto Sánchez avançou para o segundo turno das eleições presidenciais do Peru, onde enfrentará a conservadora Keiko Fujimori. Sánchez, do partido Juntos pelo Peru, se apresenta como o "candidato presidencial castilista" e defende a reabilitação da imagem do ex-presidente Pedro Castillo, que governou entre 2021 e 2022 e atualmente cumpre prisão por conspiração para rebelião, acusações que ele nega.

Uma das principais promessas de campanha de Sánchez é libertar Castillo, a quem considera vítima de uma "conspiração de golpe". Ele também propõe recuperar o governo "para o povo" e criar uma nova Constituição. "Chegou a hora da verdadeira refundação da nação: uma nação soberana e justa, construída sobre os alicerces do povo peruano", afirmou Sánchez.

O candidato alcançou o segundo lugar com apenas 21 mil votos a mais que o candidato de ultradireita Rafael López Aliaga, que rejeitou os resultados. Sánchez, de 57 anos, estudou Psicologia Social na Universidade Nacional de San Marcos, em Lima, e trabalhou como psicoterapeuta na década de 1990. Ele tem experiência em administração pública no Ministério da Saúde e em outras áreas do governo peruano, além de atuação como consultor privado.

Foi ministro do Comércio Exterior e Turismo durante o governo Castillo, de quem tem apoio explícito, e foi eleito deputado nas eleições de 2021 para o período até 2026. Em um contexto de votação fragmentada, Sánchez buscou conquistar o voto rural, segmento fundamental para superar a desvantagem inicial na contagem dos votos.

De olho no segundo turno

Na primeira conferência após o primeiro turno, com projeções o colocando em segundo lugar, ele prometeu visitar "todas as cidades para convocá-las à refundação da pátria". Acrescentou que, "como um movimento social da esquerda provincial", promoverá uma Assembleia Constituinte baseada na igualdade de direitos.

Sánchez afirmou que suas prioridades serão o combate à pobreza e a modernização do país. Reiterou que sua plataforma inclui a nacionalização dos recursos naturais "que pertencem ao povo" e a elaboração de uma nova lei para proteger garimpeiros informais. Após a ONPE atingir 100% da contagem de votos, Sánchez culpou Fujimori pela "corrupção enraizada" e pediu apoio de líderes populares "para compartilhar as lutas e as esperanças".

Com informações de CNN Brasil.