O pré-candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, rejeitou a tese de que seu crescimento nas pesquisas de intenção de voto decorra do desgaste do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) após as revelações sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. Em entrevista ao programa VEJA em Foco, o fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) afirmou que sua ascensão nas sondagens começou antes da crise.
“Eu já estava crescendo também antes da revelação. Não sou fruto dos erros do Flávio, de maneira alguma”, disse. Renan destacou que ocupa o terceiro lugar na pesquisa Atlas desde março, à frente de nomes como Romeu Zema e Ronaldo Caiado.
O pré-candidato afirmou ainda que esperava o avanço nas pesquisas e que sua meta é alcançar entre 10% e 12% das intenções de voto até a reta final da campanha. “Eu estaria atingindo esses números com ou sem o Flávio”, declarou.
Apesar de reconhecer que o episódio abriu espaço para outras candidaturas no campo da direita, Renan argumentou que os principais beneficiados não seriam os adversários mais próximos do bolsonarismo, mas candidatos que buscam se apresentar como alternativa ao grupo liderado pelo senador.
Na entrevista, o presidente do Missão também fez duras críticas ao bolsonarismo. Segundo ele, o movimento liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro é “oco em termos de perspectiva de Brasil” e chegou ao poder sem um projeto claro para o país. “Não adianta você chegar ao poder por ser popular junto a uma parte do eleitorado e não saber o que fazer quando chegar ao poder”, afirmou.
Renan ainda associou o desgaste do grupo a episódios envolvendo a família Bolsonaro. “Esse é o problema. O seu filho Flávio diz que é um representante da moral e dos bons costumes da família brasileira, enquanto fica fazendo negócios com gente que não presta”, declarou. Para o pré-candidato, o caso reforça a necessidade de construção de uma nova liderança no campo da direita para a disputa presidencial de 2026.
Com informações de Veja.