O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou nesta segunda-feira (15) que o país proibirá o acesso de menores de 16 anos às redes sociais. A declaração foi feita em entrevista coletiva, na qual Starmer afirmou que as plataformas digitais "deixam as crianças infelizes" e "facilitam o assédio e os abusos". O chefe do governo trabalhista classificou a medida como "um passo importante" para o país.
Starmer disse que deseja a aprovação de uma lei nesse sentido "antes do Natal", com vigência prevista para "o começo do próximo ano, provavelmente por volta da primavera" (hemisfério norte, outono no Brasil) de 2027. A proibição se aplicará a todas as redes sociais, sem especificar quais plataformas serão abrangidas.

Reação do YouTube
O YouTube, plataforma do Google, manifestou-se contra a medida. Em declaração enviada à AFP, a empresa advertiu que a proibição corre o risco de "empurrar as crianças para serviços anônimos e menos seguros". Um porta-voz afirmou que, há mais de dez anos, a empresa investe em "experiências adaptadas por idade, supervisionadas por especialistas, assim como em proteções padrão para adolescentes". O YouTube alega ser "um recurso essencial para os jovens, os professores e os pais".
Medidas em outros países
O Reino Unido segue o exemplo de outras nações que já implementaram restrições similares. Entre elas:
- Austrália, considerada pioneira na questão;
- Indonésia;
- Canadá, que anunciou a intenção de adotar a mesma proibição;
- França, cujo Parlamento analisa um projeto de lei para restringir o acesso de menores de 15 anos.
As medidas refletem uma tendência global de regulamentação do acesso de crianças e adolescentes às redes sociais, com diferentes faixas etárias e prazos de implementação.