O Governo do Ceará sancionou em dezembro de 2024 a reestruturação da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e de todas as suas vinculadas: Polícia Militar, Polícia Civil, Perícia Forense, Corpo de Bombeiros, Academia Estadual de Segurança Pública e Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública. A medida visa descentralizar a gestão e aproximar as forças de segurança da população.

Segundo o governador Elmano de Freitas, a reestruturação tornou o combate ao crime mais eficiente, com ampliação de batalhões, companhias e delegacias, fortalecendo a investigação e a agilidade no atendimento em todas as regiões. O resultado foi a maior redução de homicídios desde 2009 registrada neste ano.

Mudanças na SSPDS

Dentro da SSPDS, a Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) teve suas atividades descentralizadas. Foram criadas células de Apoio aos Grupos Vulneráveis e de Combate à Violência contra a Mulher, além da Coordenadoria de Articulação Intersetorial (Cointer), que integra forças policiais e comunidade, coordenando os Conselhos Comunitários de Defesa Social e a articulação com guardas municipais.

O secretário da SSPDS, Roberto Sá, afirmou que a modernização permitiu focar nos indicadores de criminalidade e de produtividade, impactando na redução dos crimes. Ele destacou que as vinculadas passaram a atender melhor o cidadão.

Sistema de Metas Integradas

Em fevereiro de 2025, foi implementado o sistema de Metas Integradas de Segurança Pública (Misp), que estabelece bonificações por desempenho. No primeiro ano, foram pagos R$ 102 milhões em gratificações para policiais civis e militares, bombeiros, peritos e auxiliares. No primeiro quadrimestre de 2026, o montante chegou a R$ 44 milhões.

Roberto Sá complementou que o fortalecimento da estrutura permitiu capilarizar a atuação, reduzindo a área geográfica e a população sob responsabilidade de cada servidor, tornando as decisões mais efetivas.

Inteligência e cumprimento de mandados

O Sistema Estadual de Inteligência da Segurança Pública foi regulamentado, elevando o número de agentes de 135 para 791, agilizando a resolução de casos. O Centro de Inteligência do Ceará (CIC) integra dados e operações.

O Programa de Cumprimento de Mandados de Prisão (Procumpri), regulamentado em dezembro de 2025, resultou na captura de 1.935 pessoas no ano passado.

Polícia Militar mais próxima

O comandante-geral da PMCE, Sinval Sampaio, informou que a reestruturação dividiu os Comandos Operacionais em oito, criou nove batalhões e 19 novas companhias, aproximando a tropa da população e priorizando a prevenção. O Comando de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (CPRaio) alcançou 82 bases, e o estado conta com 6.068 câmeras de videomonitoramento. Isso contribuiu para a queda de Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLI), Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVP) e furtos.

Polícia Civil e combate ao crime organizado

A Polícia Civil ganhou o Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), que integra a Draco, Denarc e Desarme, com unidades expandidas para o Interior (Draco Norte e Sul). O delegado-geral Márcio Gutierrez destacou a aquisição de armas modernas, coletes, drones e viaturas blindadas, além de dois concursos com 850 vagas para delegados e investigadores.

Perícia Forense

A Pefoce criou novos núcleos e coordenadorias, incluindo um equipamento na Serra da Ibiapaba e coordenadorias regionalizadas no Sul, Norte e Região Central. Foram criados o Núcleo de Vestígios Forenses, a Coordenadoria de Inteligência Pericial e núcleos de Identificação de Pessoas. O perito-geral Júlio Torres avaliou que a interiorização deu maior capilaridade e integração com as demais forças.

Corpo de Bombeiros

O CBMCE criou o Batalhão de Salvamento Marítimo (BSMar), o Quartel de Camocim e a 8ª Companhia no Edifício Andrea. O comandante Cláudio Barreto anunciou a futura entrega do quartel de Ubajara, além da banda de música e do Museu do Corpo de Bombeiros.

Academia e pesquisa

A Aesp criou diretorias específicas para cada força (PM, PC, Bombeiro e Perícia), fortalecendo a qualificação. O diretor-geral Leonardo Barreto afirmou que a modernização permitiu reconfigurar a malha curricular e expandir a capacidade de formação, inclusive para forças nacionais e estrangeiras.

A Supesp ampliou o diálogo com pesquisadores e universidades. A superintendente Juliana Barroso disse que a reestruturação permitiu mais estudos e aprofundamento da qualificação dos dados, visando uma política de segurança mais rápida e eficaz.

Com informações de Governo do Ceará — leia a matéria original.