
Lembre como foi o GP da Áustria de 2025, após vitória de Norris e pontos de Bortoleto A Red Bull volta para casa, em 2026, bem distante do domínio que experimentou nos últimos tempos na F1. Quarta colocada no Mundial de Construtores com apenas, 89 pontos a equipe austríaca chega ao GP da Áustria com seu pior desempenho desde 2015 - em um campeonato dominado pela rival Mercedes e, agora, com as atenções voltadas para a Ferrari. Vista da torcida de Max Verstappen no Circuito de Spielberg, durante o GP da Áustria da F1 em 2024 Chris Graythen/Getty Images Palco da etapa, o Circuito de Spielberg (ou Red Bull Ring) é de propriedade da Red Bull. Em 2004, primeiro ano do hiato da pista, Dietrich Mateschitz adquiriu o circuito então nomeado A1 Ring. A aquisição por parte do empresário, dono da marca de energéticos de mesmo nome se deu no mesmo período em que ele comprou a equipe Jaguar para fazer dela a Red Bull Racing. Após ampla reforma, o Circuito de Spielberg foi inaugurado em 2011 e voltou a receber a F1 três anos depois, no retorno do GP da Áustria. Desde então, a Red Bull transformou a prova em um de seus principais palcos: estrela do time, Max Verstappen tornou-se o recordista de vitórias da etapa com quatro triunfos - em 2018, 2019, 2021 e 2023. Ao longo de toda a era dos motores híbridos, a equipe costumava desembarcar nos Alpes austríacos em situação mais confortável. Com exceção de 2015, a Red Bull chegava à região da Estíria, onde fica o circuito, com pelo menos 137 pontos no campeonato de construtores. Max Verstappen comemora a vitória no pódio do GP da Áustria, no Red Bull Ring, em Spielberg Clive Rose/Getty Images O ano de 2015 foi desafiador para Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat, graças aos problemas com o motor Renault e as limitações do próprio carro; este ainda foi o primeiro ano do time sem vitórias na F1 desde 2008. Naquele ano, a Red Bull chegou em Spielberg com apenas 54 pontos, também em quarto lugar no Mundial. Ricciardo foi apenas décimo colocado na corrida vencida por Nico Rosberg, e Kvyat, 12º. Superada a crise, a equipe voltou a ser a terceira força do campeonato, sempre desembarcando no Red Bull Ring como o terceiro melhor time da F1. Em 2020, a pista abriu o campeonato em caráter excepcional por causa da pandemia do coronavírus. Porém, a chegada à Áustria de 2021 a 2024 foi ainda mais especial: a Red Bull era líder do campeonato e chegou a registrar 330 pontos em 2024; quase quatro vezes mais do que os 89 que sustenta hoje, em 2026. Max Verstappen na classificação sprint do GP da Áustria de F1 em 2024 Clive Rose/Getty Images O ano de 2025 reforçou que as coisas já não eram as mesmas para a equipe. Eclipsada pela McLaren que vinha em ascensão na F1 desde a temporada anterior, a Red Bull chegou em Spielberg com mais pontos do que tem atualmente. Ainda assim, ela era só quarta colocada no Mundial. Para piorar, terminou sem Verstappen na prova: o holandês foi atingido na largada por Kimi Antonelli. O resultado suscitou, na época, rumores sobre uma cláusula contratual que Verstappen poderia ativar para mudar de equipe rumo à Mercedes: ele estaria liberado caso a Red Bull chegasse nas férias de meio de temporada fora das três primeiras colocações no campeonato. Por fim, o tetracampeão quis ficar. Max Verstappen abandona GP da Áustria da F1 2025 após ser atingido por Andrea Kimi Antonelli Andrea Diodato/NurPhoto via Getty Images Embora o cenário em 2025 não se pareça tão distante do atual, os números mostram o oposto. Ao chegar no GP da Áustria de 2025, décima etapa da temporada, a Red Bull tinha uma média de 16,2 pontos por corrida. Hoje, a equipe pontua, em média, 12,7 pontos por prova - redução de 3,5 pontos. Outro ponto a ser destacado é que, até a Áustria em 2025, a Red Bull já tinha vencido duas corridas e conquistado outros três pódios. Já em 2026, após sete rodadas, o time sofre com uma seca de vitórias e tem um único pódio: o terceiro lugar de Max Verstappen no GP do Canadá. Max Verstappen concede entrevistas após 11º no grid de largada do GP do Japão Jayce Illman/Getty Images Isack Hadjar, recém-chegado ao time, caiu para a quarta colocação após os comissários retirarem a punição que cedeu o pódio de Pierre Gasly ao francês da Red Bull. Dá pra melhorar? Um dos problemas que a equipe enfrenta com seu carro de 2026, o RB22, é o excesso de peso. Estima-se que ele esteja entre seis a sete quilos mais pesado do que deveria, o que toma 0s2 por volta de Verstappen e Hadjar e ainda faz o veículo sair de traseira, dificultando a pilotagem. Max Verstappen no primeiro treino livre para o GP de Barcelona-Catalunha de F1 David Davies/PA Images via Getty Images A Red Bull ainda não fala sobre atualizações de forma específica, mas mira o excesso de peso como prioridade a ser sanada para a etapa deste fim de semana em Spielberg: - Comer menos. Esse é o meu plano para a Áustria! Espero que a gente fique mais leve lá. A comida austríaca é boa, eu sei. Mas o plano é fazer com que o carro ‘coma’ um pouco menos lá e entre em uma espécie de dieta - brincou Laurent Mekies, chefe do time, após o GP em Barcelona.