Os novos recordes alcançados pelos índices de Wall Street no encerramento de maio, impulsionados pelo forte desempenho das ações de tecnologia e pelo alívio nas tensões do Oriente Médio, estiveram entre os assuntos mais lidos da semana de 31 de maio a 6 de junho. No mesmo período, a Petrobras registrou uma perda de quase R$ 100 bilhões em valor de mercado, marcando o primeiro mês negativo de 2026 para a companhia.
Wall Street renova máximas com impulso da tecnologia
A matéria mais acessada destacou que os principais índices americanos fecharam maio em patamares recordes. Em 29 de maio, o Dow Jones subiu 0,74%, o S&P 500 avançou 0,22% e o Nasdaq ganhou 0,91%, todos atingindo máximas históricas. No acumulado do mês, o Nasdaq saltou mais de 8%, refletindo o otimismo com as gigantes de tecnologia e a expectativa de um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio. A moderação nos preços do petróleo também contribuiu para o humor dos mercados, enquanto ações como a Dell se destacaram após divulgar resultados acima do esperado.
A máxima de Buffett sobre medo e ganância
Outro texto de grande repercussão resgatou a célebre frase de Warren Buffett: "seja medroso quando os outros forem gananciosos, e seja ganancioso quando os outros forem medrosos". A reportagem explicou como essa máxima sintetiza a estratégia contrarian, que consiste em se afastar do consenso em momentos de euforia ou pânico no mercado. De acordo com o texto, em períodos de otimismo exagerado, investidores tendem a subestimar riscos e pagar caro demais por ativos, enquanto nas crises o medo pode levar a vendas precipitadas e a preços abaixo dos fundamentos.
Strategy vende bitcoin pela primeira vez
A terceira posição entre os mais lidos foi ocupada pela notícia de que a Strategy, anteriormente conhecida como MicroStrategy, vendeu 32 bitcoins entre 26 e 31 de maio. A operação levantou cerca de US$ 2,5 milhões, a um preço médio de US$ 77.135 por unidade. Foi a primeira venda de bitcoin da história da companhia desde dezembro de 2022, o que chamou atenção por se tratar de uma empresa símbolo da acumulação da criptomoeda em tesouraria. Após a venda, a Strategy ainda detinha 843.706 BTC, avaliados em aproximadamente US$ 61 bilhões, enquanto o bitcoin aprofundava as perdas e era negociado perto de US$ 72 mil.
BTG ajusta carteira de dividendos para junho
A busca por renda também figurou entre os temas mais lidos. O BTG Pactual realizou mudanças em sua carteira recomendada de dividendos para junho, retirando Vibra Energia (VBBR3) e incluindo Caixa Seguridade (CXSE3). O banco também reduziu a exposição a Allos (ALOS3) e Motiva (MOTV3), e elevou a participação de Cury (CURY3). A seleção segue com nomes como Petrobras (PETR4), Itaú Unibanco (ITUB4), Vale (VALE3), Bradesco (BBDC4), Axia Energia (AXIA3), Equatorial (EQTL3), Copel (CPLE3) e Copasa (CSMG3). O destaque foi a Allos, com potencial de retorno em dividendos de até 12,2%, o maior da carteira.
Petrobras perde R$ 98,1 bilhões em maio
Fechando a lista, a Petrobras voltou ao centro das atenções após perder R$ 98,1 bilhões em valor de mercado em maio, no primeiro mês de baixa das ações em 2026. Segundo a reportagem, PETR3 caiu 14,62% e PETR4 recuou 14,43%, com a companhia encerrando o mês avaliada em R$ 576,5 bilhões. O gatilho para a correção foi a queda do petróleo, pressionado pelo otimismo com o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã. Os contratos do Brent para agosto acumularam baixa de 17,4% em maio, fechando a última sessão do mês a US$ 91,12 por barril.
Com informações de Money Times.