A Receita Federal participou, nesta quinta-feira (18), da Operação “Conto da Sorte”, voltada a investigar empresas de apostas que atuam sem autorização legal. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que o órgão detectou a movimentação de R$ 50 bilhões por 37 bets ilegais.

Após o cumprimento dos mandados, Durigan afirmou que a operação se alinha à política do governo de “tolerância zero” para apostas ilegais. “Como essa operação atingiu outros estados, a Receita Federal aproveita para fazer parcerias e estreitamento das relações com os ministérios públicos para que avance nas operações para ter o rigor zero, o rigor total, tolerância zero com bets ilegais”, declarou.

Mandados e abrangência

Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão nos estados de Pernambuco, Ceará e São Paulo. A ação envolveu equipes da Receita Federal e do Ministério Público.

Esquema de empresas de fachada

De acordo com a Receita Federal, o grupo investigado constituiu dezenas de empresas para exploração de jogos de azar e apostas, além de instituições de pagamento. Essas empresas eram formalmente repassadas a terceiros sem capacidade econômica, enquanto o controle gerencial e financeiro permanecia com o grupo original.

Os investigadores identificaram que alguns sócios ostensivos eram beneficiários do auxílio emergencial, enquanto outras empresas foram colocadas em nome de parentes dos investigados. Parte das empresas sequer possuía existência de fato, servindo apenas para movimentação financeira em contas bancárias.

Movimentação e indícios de crimes

A investigação detectou movimentação financeira incompatível com os rendimentos declarados, além de indícios de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro com aquisição de imóveis e ausência de repasse sobre a receita líquida de apostas, conforme previsto na legislação que regulamenta a atividade das bets.