Fabricantes de smartphones têm promovido o recurso conhecido como RAM Boost, RAM Plus, Memory Extension ou RAM Virtual, que utiliza parte do armazenamento interno como memória complementar. Para avaliar o impacto real da função, foram testados três modelos de celular: POCO C40, Samsung Galaxy A07 e Motorola Moto G71.

A conclusão dos testes indica que o recurso não transforma o desempenho do aparelho como o marketing sugere. A memória RAM tradicional é mais rápida que o armazenamento interno; o RAM Boost cria uma área de troca (swap) para evitar que aplicativos sejam fechados rapidamente, mas não substitui a RAM física.

POCO C40: melhora discreta

O POCO C40 possui 4 GB de RAM nativa e adiciona 1 GB via RAM Boost. O recurso ajudou a manter aplicativos simples, como WhatsApp, Chrome e redes sociais, abertos por mais tempo. No entanto, não houve melhora perceptível na abertura de apps ou em jogos. Em longos períodos de uso, o sistema ficou ligeiramente mais lento devido ao maior uso do armazenamento.

Galaxy A07: multitarefa mais consistente

No Samsung Galaxy A07, o RAM Plus oferece 4 GB de RAM nativa e 4 GB de RAM virtual. A alternância entre navegador, Instagram, YouTube e mensageiros ficou mais consistente, com menos recarregamentos em segundo plano. O desempenho geral, porém, não apresentou mudanças — o celular não ficou mais potente.

Moto G71: melhor experiência entre os testados

O Motorola Moto G71, com 6 GB de RAM nativa, foi o que mostrou o resultado mais positivo. A RAM virtual ajudou na retenção de aplicativos em segundo plano e reduziu fechamentos inesperados durante multitarefa intensa. Ainda assim, jogos continuaram rodando da mesma forma e apps pesados não ficaram mais rápidos.

Nos três aparelhos, o RAM Boost mostrou benefícios principalmente para manter aplicativos abertos por mais tempo. O recurso não melhora FPS em jogos, não acelera o processador e não reduz significativamente o tempo de carregamento. Para celulares com pouca memória, pode ajudar a reduzir travamentos causados por multitarefa, mas não substitui a RAM física nem transforma um aparelho básico em intermediário.

Com informações de Canaltech.