O processo de ereção do pênis humano envolve o relaxamento dos músculos lisos dos corpos cavernosos, duas estruturas cilíndricas de tecido erétil esponjoso que percorrem a haste peniana. Quando o cérebro recebe estímulos eróticos, ordena esse relaxamento, permitindo que o sangue flua para o interior e torne o pênis rígido. Fatores como idade, problemas de saúde e uso de medicamentos podem interferir no processo.

De acordo com estimativas clínicas, o volume médio de sangue que entra no pênis durante uma ereção é de aproximadamente 130 mL para um adulto médio. Esse valor é pequeno em comparação com o volume total de sangue no corpo, que varia entre 4,5 e 5,6 litros.

O fluxo sanguíneo na região aumenta drasticamente durante a excitação — de 20 a 40 vezes em relação ao estado flácido. Na fase de ereção rígida, a pressão dentro dos corpos cavernosos pode atingir várias centenas de milímetros de mercúrio (mmHg), segundo estudos urológicos. Para efeito de comparação, a pressão de um coração contraído em níveis normais é de 120 mmHg. Em certos momentos, a pressão interna do pênis é comparável ou superior à de uma mangueira de jardim ligada, suficiente para manter um jato constante contra a gravidade. Esse efeito ocorre porque o sangue entra rapidamente, mas sua saída é bloqueada, e a contração de músculos na base do pênis comprime ainda mais o volume — um dos mecanismos de pressão mais intensos produzidos naturalmente pelo corpo humano.

Os 130 mL não entram no pênis de uma só vez. Estudos de hemodinâmica peniana indicam que o pico de entrada de sangue durante a tumescência (inchaço devido ao aumento de líquido) pode ficar em torno de 13 mL/min em média, embora esse valor varie entre indivíduos e conforme o método de medição. Uma vez alcançada a ereção rígida, o fluxo para mantê-la cai bastante, geralmente para 5 mL/min ou menos. No auge do enchimento, cerca de 0,22 mL de sangue entram no pênis a cada segundo, o que equivale ao volume de 4 a 6 gotas de um conta-gotas comum.

Com informações de Super Interessante.