Pesquisa Quaest divulgada nesta semana aponta que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) perdeu força eleitoral entre evangélicos, mulheres, jovens e moradores das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte. O levantamento, realizado entre 5 e 8 de junho com 2.004 entrevistados, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 44% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro, em cenário de segundo turno. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-07661/2026.
Mudanças regionais
As maiores variações ocorreram nos recortes regionais. No Sudeste, Flávio Bolsonaro caiu de 44% para 41%, enquanto Lula avançou de 37% para 39%. No agregado Centro-Oeste/Norte, o senador recuou de 50% para 42%, enquanto o presidente passou de 36% para 40%, reduzindo a diferença de 14 para apenas 2 pontos percentuais.
Queda entre jovens e mulheres
Entre eleitores de 16 a 34 anos, Lula assumiu a liderança com 44%, contra 39% de Flávio Bolsonaro. Na rodada anterior, o cenário era inverso: o senador tinha 45% e o petista, 38%. Entre as mulheres, o presidente aparece com 47%, enquanto Flávio Bolsonaro soma 33%. Em maio, os índices eram de 45% e 36%, respectivamente, ampliando a vantagem de Lula nesse segmento.
Evangélicos e outros grupos
Mesmo entre os evangélicos, grupo historicamente favorável ao bolsonarismo, Flávio Bolsonaro perdeu terreno. Ele caiu de 61% para 52%, enquanto Lula avançou de 24% para 31%. Apesar de manter a liderança folgada, a diferença entre os dois diminuiu significativamente. O levantamento aponta ainda recuo entre eleitores com renda de dois a cinco salários mínimos e entre pessoas com ensino superior. Neste último grupo, Flávio Bolsonaro passou de 48% para 41%, enquanto Lula subiu de 33% para 38%, reduzindo a distância entre os candidatos.
Contexto da pesquisa
A pesquisa foi realizada após episódios de forte repercussão política, como a divulgação da relação de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, que destinou R$ 61 milhões para financiar o filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro. No mesmo período, os Estados Unidos classificaram o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas e anunciaram tarifas sobre produtos brasileiros após viagem do senador ao país.