evangélicos do PTBandeira do PT em manifestação. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

O PT decidiu que terá candidatura própria ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. A definição foi confirmada nesta quarta-feira (24) pela presidente estadual da sigla, deputada Leninha, após reunião com o presidente Lula, a bancada federal mineira e representantes da direção nacional do partido no Palácio da Alvorada, em Brasília.

O nome que encabeçará a chapa ainda não foi anunciado. Nos bastidores, porém, a ex-prefeita de Contagem Marília Campos é apontada como a opção mais forte do partido para disputar o Palácio Tiradentes. Ela estava até agora posicionada como pré-candidata ao Senado.

A decisão marca uma virada no tabuleiro petista em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país. A preferência inicial de Lula era construir uma candidatura em torno do senador Rodrigo Pacheco, do PSB, mas o ex-presidente do Senado indicou que deve deixar a vida pública ao fim do mandato.

Sem Pacheco, o PT passou a discutir um plano próprio para não ficar sem palanque competitivo no estado. Em resolução recente, o diretório mineiro já havia defendido a abertura imediata do debate interno para a construção de uma candidatura petista ao governo, preservando conversas com partidos do campo democrático e popular.

PT Minas GeraisA ex-prefeita de Contagem (MG), Marília Campos (PT), junto com o presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Marília Campos aparece como principal alternativa porque é considerada o nome do PT mais bem posicionado em levantamentos internos. O problema é que a ex-prefeita tem resistido a abandonar a rota do Senado, onde já vinha se movimentando e construindo apoios em municípios mineiros.

A pressão sobre Marília deve crescer nos próximos dias. Interlocutores do partido avaliam que uma candidatura dela ao governo daria ao PT um nome mais competitivo para enfrentar a sucessão de Romeu Zema, além de fortalecer o palanque de Lula em um estado decisivo para a eleição presidencial.

Outros nomes também circulam no debate interno, como os deputados federais Reginaldo Lopes e Rogério Correia, mas ambos têm planos de disputar a reeleição para a Câmara. A dificuldade do PT é transformar a decisão política em candidatura concreta.

A disputa mineira é tratada como peça central da eleição de 2026. O partido quer evitar que a indefinição favoreça adversários no estado e busca uma chapa capaz de combinar defesa do governo Lula, oposição ao legado de Zema e articulação com forças aliadas.