O programa Alô, Minas!, coordenado pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MG), iniciou sua terceira fase com a previsão de instalar até 140 novas antenas para expandir a telefonia móvel e a internet em áreas rurais e regiões sem cobertura no estado. Criado em 2020, o programa já beneficiou mais de 110 mil mineiros na primeira fase, com 150 antenas instaladas. A segunda fase, ainda em andamento, prevê 34 localidades, das quais sete já receberam as estruturas.

A terceira fase busca atender localidades rurais e afastadas dos grandes centros urbanos que não foram contempladas anteriormente, com o objetivo de reduzir os vazios de cobertura e ampliar o acesso da população aos serviços digitais. Atualmente, o programa está na etapa de adequação das propostas apresentadas pelas operadoras de telefonia, após processo de credenciamento, para que os projetos sejam ajustados aos recursos disponíveis.

Uma das novidades desta fase é a utilização de créditos acumulados de ICMS como incentivo para a instalação de antenas. Empreendedores que possuem créditos tributários junto ao Estado poderão usá-los em parceria com operadoras para viabilizar a infraestrutura de telecomunicações. O modelo foi regulamentado pelo Decreto nº 49.165/2026, em conformidade com a Lei Estadual de Incentivo à Conectividade Rural.

Após análise técnica, foram selecionadas 125 localidades para receber investimentos nesta fase. Além disso, as operadoras deverão instalar outras antenas como contrapartida em localidades indicadas pelo governo, totalizando até 140 novas estruturas em diferentes regiões. Após a conclusão da adequação das propostas, as operadoras apresentarão os projetos finais com a definição das localidades beneficiadas e os compromissos de instalação das Estações Rádio Base (ERBs). O prazo previsto para execução dos investimentos é de até 18 meses.

A funcionária pública Raquel Rodrigues, moradora do distrito de Morro Vermelho, em Caeté, relatou a melhoria trazida pelo programa: "Melhorou muito para nós, antes não tínhamos acesso a nada, ficávamos incomunicáveis. Hoje, eu consigo fazer uma transação de banco, um Pix, falar com minha família".

Com informações de Governo de Minas Gerais — leia a matéria original.