O Programa Agora Tem Especialistas, executado pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), realizará em junho de 2026 mais de 13 mil atendimentos em territórios indígenas dos estados do Ceará, Pernambuco, Amapá e Pará. As ações incluem consultas, exames diagnósticos, procedimentos especializados e cirurgias oftalmológicas em áreas como pediatria, ginecologia e obstetrícia, cardiologia, clínica médica, dermatologia e cirurgia geral.
Parcerias e alcance
As ações contam com a parceria de instituições com experiência em territórios indígenas e regiões remotas, como o projeto Aldeia em Foco, a Associação Médicos da Floresta, o Hospital Einstein Israelita e a ONG Zoé. Desde o início da estratégia, em agosto de 2025, já foram realizados 14 mutirões em diferentes regiões do país.
Atendimentos por localidade
No território Xukuru do Ororubá, atendido pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Pernambuco, o mutirão de oftalmologia será realizado até 20 de junho, com atendimento a mais de 30 aldeias. Em 1º e 2 de julho, serão feitas cirurgias de catarata e pterígio em pacientes já cadastrados. A ação contemplará os polos-base Anacé, Potyrô Tapeba, Aquiraz e Maracanaú, no Ceará.
No Amapá e no norte do Pará, a Casa de Saúde Indígena de Macapá concentrará atendimentos especializados em ginecologia e obstetrícia, pediatria, cardiologia, anestesiologia e ultrassonografia. No território indígena Tumucumaque, os polos-base Bona e Missão Tiriyó receberão equipes de oftalmologia, pediatria, ginecologia e obstetrícia, clínica médica e odontologia.
A Terra Indígena Zo’é, em Tocantins, receberá atendimento especializado em 20 e 21 de junho. Serão ofertadas consultas, exames de imagem e cirurgias, com o apoio de um profissional fluente na língua Zo’é para assegurar a mediação cultural e facilitar a comunicação com a comunidade.
Declaração da direção
“Essa estratégia reduz barreiras de acesso, diminui o tempo de espera por atendimento e fortalece a integralidade do cuidado, respeitando as especificidades culturais e as realidades de cada povo indígena”, declarou o diretor-presidente da AgSUS, André Longo.