O Brasil registrou queda na produtividade por horas trabalhadas no primeiro trimestre deste ano, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Como reflexo, o país caiu sete posições no ranking mundial de competitividade. Para o colunista do CNN Money Gilvan Bueno, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), embora registrado, mascara a fragilidade da capacidade produtiva nacional.
Queda na produtividade e competitividade
O estudo do Ibre/FGV aponta que a produtividade por hora trabalhada apresentou recuo no primeiro trimestre de 2025. Acompanhando esse movimento, o Brasil perdeu sete posições no ranking de competitividade global, indicando perda de eficiência em relação a outras economias.
Crescimento do PIB sob análise
Gilvan Bueno, em entrevista ao CNN Prime Time, destacou a contradição entre o PIB crescente e a deterioração dos indicadores de produtividade. Para ele, a aparente expansão econômica não representa um avanço real na capacidade de produção do país. “Nos últimos 40 anos, o Brasil tem um PIB que vem caindo, não tem um crescimento constante”, afirmou.
Segundo Bueno, boa parte do crescimento atual é impulsionada pelo agronegócio, o que mantém o país como produtor de commodities, sem gerar atração e retenção de talentos ou aumento significativo da produtividade. “O Brasil tem um PIB com muita transferência de renda, muitas isenções tributárias, muitas considerações para alguns setores produtivos que acabam não trazendo um crescimento constante”, concluiu.
Setores e desafios
O economista aponta que o modelo de crescimento baseado em commodities e em incentivos fiscais não sustenta uma trajetória de expansão duradoura. A falta de ganhos de produtividade e a dependência de setores específicos são desafios estruturais que limitam o desenvolvimento econômico do país.