A seleção brasileira, sob o comando de Carlo Ancelotti, tem consolidado a pressão no campo de ataque como sua principal arma ofensiva. Sem um meia clássico, camisa 10, disponível, o técnico italiano optou por uma estratégia baseada em roubos de bola no campo adversário, aproveitando a velocidade de jogadores como Vinicius Junior e Raphinha.
No último amistoso preparatório para a Copa do Mundo de 2026, vitória por 2 a 1 sobre o Egito em Cleveland, no sábado (6), ambos os gols brasileiros saíram de roubadas de bola no campo de ataque. O primeiro gol foi construído após Bruno Guimarães pressionar o jogador adversário Lashin, que vacilou e permitiu a finalização. O segundo gol veio após erro no ataque do Brasil, com pressão de Douglas Santos e Matheus Cunha que resultou em bola para Raphinha, que serviu Endrick.
Ancelotti celebrou a intensidade da pressão: “Tivemos muita intensidade na pressão. Mais certezas, porque a equipe está bem. Tivemos 60 minutos muito bons, com nível ofensivo, defensivo, pressionando no alto, bem. A equipe jogou com intensidade, respeitando o plano de jogo.”
A pressão “no alto” já havia funcionado no amistoso contra o Panamá, no Rio de Janeiro, em 31 de julho. Logo no primeiro minuto, Casemiro roubou uma bola na intermediária e Vinicius Junior abriu o placar na goleada por 6 a 2. No entanto, naquele jogo, a estratégia de pressing apresentou problemas: a defesa não se adiantou o suficiente, deixando espaços no meio-campo que o Panamá explorou.
“Temos jogadores fortes, que pressionam fortemente, sobretudo em cima, um pouco menos atrás. Contra o Panamá, a equipe não estava muito compacta, isso ficou claro”, afirmou Ancelotti, que viu evolução nesse aspecto contra o Egito e espera manter a disciplina contra Marrocos, no próximo sábado (13), na estreia do Brasil na Copa.
Embora a marcação agressiva no ataque não seja a única estratégia — a troca de passes com aproximação entre volantes e atacantes também tem gerado oportunidades —, Ancelotti considera a tática adequada ao elenco disponível.
Com informações de Folha — Esporte.