Três pessoas foram presas em São Paulo acusadas de integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e de planejar o assassinato de um procurador que investigava ramificações da facção. Entre os detidos estão o ex-chefe dos investigadores da Delegacia de Entorpecentes de Campinas, um ex-policial civil e um ex-estagiário do Ministério Público, de acordo com informações divulgadas.

Em paralelo, o Sindicato dos Bandidos Autônomos de São Paulo anunciou que voltará a protestar junto ao governador Tarcísio de Freitas contra o que classifica como concorrência desleal por parte da máquina de segurança pública do estado. A entidade, que reúne criminosos autônomos, alega que a atuação policial prejudica suas atividades.

Grupo de trabalho do CNJ analisa penduricalhos da magistratura

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, criou um grupo de trabalho no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para revisar os chamados penduricalhos — benefícios e gratificações extras — recebidos por magistrados. Foram escolhidos cinco juízes para integrar o grupo. Em tese, os magistrados não podem receber remuneração superior ao teto de um ministro do STF, fixado em R$ 46.366 mensais.

Em um único ano, o quinteto de juízes recebeu cerca de R$ 8 milhões. O integrante com menor rendimento teve ganho mensal equivalente a R$ 72,4 mil, enquanto o mais bem pago recebeu R$ 175,7 mil por mês. O coordenador do comitê registrou a maior remuneração, somando R$ 2,7 milhões no ano — sendo R$ 1,7 milhão líquidos. Em dezembro, seu contracheque bruto foi de R$ 332 mil, composto por R$ 102 mil em indenizações e abonos de férias, R$ 71 mil de pagamentos retroativos e R$ 65 mil de gratificação natalina. Segundo informações, todos os valores estavam dentro da legalidade.

Fila do INSS e promessas de zerar espera

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que havia prometido acabar com a "vergonhosa fila do INSS" no primeiro dia de seu terceiro mandato, agora afirma que a meta será cumprida até o fim do ano. Já a nova presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ana Cristina Silveira, estabeleceu um prazo mais curto: ela afirma que zerará a fila até setembro, um mês antes das eleições municipais. A fila, ainda que em queda, conta com 2,2 milhões de pessoas aguardando atendimento.