A Prefeitura de Limeira (SP) anunciou neste sábado (13) que vai processar o governo federal por suposta omissão em relação à segurança da Ponte do Esqueleto, localizada na divisa com Cordeirópolis, no interior paulista. A decisão foi tomada após a morte de uma mulher na manhã de hoje, que foi arremessada por instrutores de rope jump (salto com corda) sem estar presa a qualquer equipamento, conforme imagens divulgadas em redes sociais.

Contexto da ponte e responsabilidade

A ponte fica em área rural privada, próxima à rodovia dos Bandeirantes. Construída há décadas para uma ferrovia que nunca foi implantada, a estrutura pertencia à extinta RFFSA (Rede Ferroviária Federal S.A.). A transferência dos bens à Secretaria do Patrimônio da União (SPU) foi concluída em março de 2026. Em nota, a SPU afirmou que a atividade de rope jumping no local era irregular e se colocou à disposição para colaborar com as investigações. O órgão é vinculado ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

Medidas anteriores e acidentes

Em comunicado, o município informou que vem tomando medidas administrativas e cobrando providências da União desde o ano passado, além de defender o controle de acesso ao local.

“A tragédia […] torna insustentável e inaceitável a continuidade dessa omissão”, diz nota em nome do prefeito Murilo Félix (Podemos).
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos já havia solicitado, em 2024, o bloqueio de acesso e a sinalização de perigo à prefeitura, após a morte de uma ciclista no local. As atividades foram posteriormente retomadas por diversas empresas.

A Ponte do Esqueleto é um conhecido ponto de saltos na região. Segundo a imprensa local, ao menos duas pessoas ficaram feridas em 2023 ao praticar rope jump, ao se chocarem contra o chão. Um empresário do setor turístico informou, em audiência pública no ano passado, que a estrutura recebe cerca de 500 visitantes por mês.

Detalhes da tragédia

Informações preliminares indicam que os instrutores não fixaram corretamente o equipamento de segurança na vítima, que sofreu politraumatismo, segundo a Polícia Militar. Seis pessoas foram conduzidas ao distrito policial, das quais três permanecem detidas. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado por volta das 9h55 e constatou o óbito no local. Testemunhas prestaram os primeiros socorros, de acordo com a polícia.