
Videocast ge RS - Especial Copa do Mundo Feminina | EP 1: Débora Garcia Porto Alegre tem na Copa do Mundo Feminina de 2027 uma oportunidade para olhar além do calendário de jogos e discutir a estrutura da cidade. Entre as propostas em construção, está a criação de um estádio exclusivo para o futebol feminino. Mas a possibilidade encontra avaliaões distintas dentro dos departamentos femininos de Grêmio e Internacional. 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google A ideia ainda é embrionária, mas começa a ganhar contornos a partir de reuniões sobre o que Mundial deixará para o futuro de Porto Alegre. O objetivo é que a competição deixe um legado para a cidade. O espaço funcionaria como sede para jogos e atividades das equipes femininas da dupla Gre-Nal e de outros clubes da região metropolitana da capital gaúcha. Há um ano do início da Copa do Mundo feminina, Carla Barth apresenta arte alusiva em POA O plano, no entanto, esbarra no primeiro obstáculo: o financiamento. Sem orçamento municipal para uma obra desse porte, a alternativa passa por uma articulação com Grêmio e Inter e investidores. – A gente sabe que é mais difícil. Quem vai construir esse estádio, todo o custo que tem a manutenção? Estou vendo uma área, depois vamos conversar com o Grêmio e com o Inter, porque o município não tem como pagar a construção desse estádio. Viável seria, mas precisaria do recurso financeiro que o município não tem – explica Débora Garcia, titular da secretaria extraordinária da Copa do Mundo Feminina + O ge está no WhatsApp! Siga o canal ge Inter + O ge está no WhatsApp! Siga o canal ge Grêmio Futebol sem casa A proposta também prevê uma estrutura que seria compartilhada, com vestiários fixos para Grêmio e Inter, além de espaços destinados às equipes visitantes. Na prática, a iniciativa buscaria resolver um problema recorrente no futebol feminino: a falta de uma “casa” definida. Gre-Nal Feminino Lucas Uebel/Grêmio Hoje, a realidade é fragmentada. O futebol feminino do Inter utiliza o Sesc Protásio Alves para treinar e mandar jogos. As atividades também são, por vezes, realizadas na sede do Futebol com Vida, em Vimão, na região metropolitana de Porto Alegre. Veja também: + Porto Alegre sonha com estádio exclusivo para futebol feminino após Copa do Mundo de 2027 Já as atletas do Grêmio utilizam Complexo Esportivo da Ulbra, em Canoas, como centro de treinamento. Este ano, as Mosqueteiras (como é conhecido o time feminino), passaram a utilizar o estádio Passo D'Areia, do São José, para mandar jogos. O local possui grama sintético e já foi alvo de críticas pela estrutura, tanto por conta dos vestiários quando pelas condições do gramado. Há, também, a dificuldade para aproximar o torcedor dos times e gerar identificação. Renata Armiliato elogia projeto de estádio próprio para o futebol feminino em Porto Alegre Essa ausência de identidade territorial é um dos pontos que motivam o debate. Para a gerente do futebol feminino do Inter, Renata Armiliato, a criação de um estádio próprio atenderia a uma demanda que tende a crescer nos próximos anos. – A gente discutia justamente qual legado da Copa poderia ser realmente útil para o futebol feminino. Esse projeto surge pensando não só em Inter e Grêmio, mas também em outros clubes que, em cinco ou dez anos, vão enfrentar a mesma necessidade de ter uma praça esportiva adequada – afirma. – Para treinar, é possível adaptar. Mas para competir, os requisitos são maiores. Vai chegar um momento em que teremos mais clubes, mais jogos, e não será possível utilizar os estádios principais o tempo todo. Um espaço dedicado resolveria isso para toda a região – completa. Bárbara Fonseca comenta projeto de estádio exclusivo para o futebol feminino Se por um lado a proposta encontra respaldo na demanda estrutural, por outro levanta dúvidas sobre execução. No Grêmio, cautela. A executiva do futebol feminino, Bárbara Fonseca, aponta entraves jurídicos e operacionais para que o projeto se viabilize como legado direto da Copa. – Não vejo juridicamente isso possível da forma como está sendo discutido, a não ser que seja conduzido como um projeto do setor público. Quem seria responsável pela estrutura? Como funcionaria a agenda de jogos e treinos? Como seria a arrecadação? São muitas variáveis que ainda não estão claras – diz Bárbara. A dirigente sugere caminhos alternativos, mais alinhados à realidade financeira atual dos clubes. Um deles seria o incentivo para que equipes mandem jogos nas arenas principais, com eventual subsídio da CBF para viabilizar os custos operacionais. – Hoje, o futebol feminino ainda não se paga. Antes de pensar em grandes estruturas, precisamos consolidar público, receita e sustentabilidade. Há diferentes frentes de investimento que precisam caminhar juntas – avalia.