A Polícia Civil do Distrito Federal (PC-DF) solicitou, nesta quinta-feira (18), autorização ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para colher o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito que investiga a apreensão de uma pistola Glock 9mm. A arma, registrada em nome de Bolsonaro, foi apreendida durante uma blitz no Rio de Janeiro, quando estava com o militar Estácio Leite da Silva Filho, vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e cedido à Casa Civil para atuar na segurança do ex-presidente.
Detalhes da apreensão e do pedido de depoimento
A pistola foi apreendida por não estar acompanhada do certificado de registro. O militar prestou depoimento e foi liberado, declarando que transportava a arma para conserto e que ela seria devolvida a Bolsonaro. O caso é investigado pela 15ª Delegacia de Polícia. No ofício enviado a Moraes, a PC-DF sugere que Bolsonaro seja ouvido por videoconferência na tarde de quarta-feira (24).
“Esclarece-se que a tentativa de cumprimento da intimação pessoal restou infrutífera, uma vez que a equipe de escolta responsável não permitiu a efetivação do ato, impossibilitando a ciência pessoal do intimando”, apontou o documento.
Situação prisional de Bolsonaro
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Desde 24 de março, está em regime domiciliar humanitário, autorizado por Moraes por um prazo inicial de 90 dias, para se recuperar de uma broncopneumonia.
Defesa admite posse da arma e pedido de retorno à prisão
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo na Câmara, acionou o STF na quarta-feira (17) pedindo o retorno de Bolsonaro ao Complexo Penitenciário da Papuda. A defesa do ex-presidente admitiu ao STF que a arma era dele e que Bolsonaro a manuseou antes de entregá-la ao militar para reparos, sem comunicar a Justiça.